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'Sicário': saiba o que é protocolo de morte encefálica, adotado para capanga de Vorcaro

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi encaminhado para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após tentar tirar a própria vida nesta quarta (4) em BH enquanto estava sob custódia

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Mourão, ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro, entrou na UTI em protocolo de morte encefálica
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o 'Sicário' de Daniel Vorcaro • Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, apontado como um assassino de aluguel que trabalhava com o banqueiro Daniel Vorcaro, entrou em protocolo de morte encefálica, nesta quarta-feira (4), no Hospital João XXIII, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

* Atualização: A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, de 43 anos, foi confirmada por volta das 22h desta quarta-feira (4). Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), localizada no térreo do Hospital João XXIII - escolha feita por ser uma área mais restrita e com menor circulação de pessoas. Antes, ele havia passado pela sala de politrauma, onde passou por uma bateria de exames, etapa que marcou a finalização dos primeiros procedimentos médicos. Mourão chegou a unidade de saúde às 17h56. (Leia aqui).

A informação foi obtida por fontes da Itatiaia. Luiz Phillipi foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após tentar tirar a própria vida na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, quando o protocolo é adotado, três procedimentos obrigatórios devem ser realizados. Os testes são realizados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente.

Saiba quais são os três procedimentos adotados:

  • Dois exames clínicos que confirmem coma não perceptivo e ausência de função do tronco encefálico;
  • teste de apneia que confirme ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima dos centros respiratórios;
  • exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica

Vale ressaltar que o protocolo é adotado apenas em pacientes que apresentem quatro pré-requisitos:

  • presença de lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de causar morte encefálica; ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico de morte encefálica;
  • tratamento e observação em hospital pelo período mínimo de seis horas. Quando a causa primária do quadro for encefalopatia hipóxico-isquêmica, esse período de tratamento e observação deverá ser de, no mínimo, 24 horas;
  • temperatura corporal (esofagiana, vesical ou retal) superior a 35°C, saturação arterial de oxigênio acima de 94% e pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou pressão arterial média maior ou igual a 65mmHg para adultos, ou conforme a tabela a seguir para menores de 16 anos

Como consequência, a parada cardíaca será inevitável e, embora ainda haja batimentos cardíacos, a respiração não acontecerá sem ajuda de aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. De acordo com a pasta, a morte encefálica caracteriza a morte de um indivíduo.

‘Sicário’ de Vorcaro

Mourão foi preso na operação realizada nesta quarta-feira (4) por ordem de Mendonça. Ele é investigado por atuar no monitoramento de adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e por planejar ações violentas contra pessoas consideradas desafetas do empresário.

Na decisão que autorizou a prisão, o ministro descreve Mourão como responsável por atividades de obtenção de informações sigilosas, vigilância de alvos e “neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, ele recebia pagamentos mensais de cerca de R$ 1 milhão.

As apurações também citam mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro sobre o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, que havia publicado reportagens críticas ao banqueiro. Em uma das conversas, Vorcaro sugere que o jornalista fosse seguido. Em outra, afirma que queria que ele fosse agredido em um suposto assalto.

A Polícia Federal apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.

Leia mais:

Conforme a investigação da Polícia Federal, o grupo coordenado por Mourão, identificado nas comunicações como “Sicário”, era responsável por organizar uma estrutura dedicada ao monitoramento de pessoas e obtenção de informações sensíveis.

A Itatiaia tenta contato com as defesas dos citados e está aberta a manifestações.

Nota da defesa de 'Sicário'

“A defesa de Luiz Phillipi Mourão informa que esteve pessoalmente com ele durante o dia, até por volta das 14h, quando ele se encontrava em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal. A defesa acompanha os fatos e se encontra no Hospital João XXIII. Porém, até este momento, não há qualquer confirmação sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi”.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio