Vídeo: desafio de pré-candidatos do PL termina em confusão e pancadaria na UFMG
Marília Amaral (PL/MG) e Douglas Garcia (PL/SP) se envolveram em um tumulto nesta quarta (22) com estudantes do Campus Pampulha, em Belo Horizonte

Um desafio promovido pelos pré-candidatos a deputados estaduais Marília Amaral (PL/MG) e Douglas Garcia (PL/SP) terminou em confusão e pancadaria na tarde desta quarta-feira (22) no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.
Amaral e Garcia levaram para a UFMG uma placa do ex-presidente Jair Bolsonaro com um texto para desafiar os estudantes: "Lula é melhor do que Bolsonaro para o Brasil? Pix de R$ 500 para quem provar".
Durante a dinâmica, os ânimos se exaltaram e a situação escalonou para violência física. A Itatiaia obteve acesso a vídeos que mostram trocas de socos entre Douglas Garcia e estudantes.
A Polícia Militar (PMMG) foi acionada para a ocorrência, mas os pré-candidatos deixaram o campus antes da chegada da viatura.
Abaixo, assista às imagens da confusão:
Desafio de pré-candidatos do PL termina em confusão e pancadaria na UFMG
🎥 Imagens cedidas à Itatiaia pic.twitter.com/Vpjvp9zDPL
— Itatiaia (@itatiaia) April 23, 2026
Envolvidos se posicionam
O Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG publicou um vídeo nas redes sociais e comemorou que os integrantes do Partido Liberal (PL) foram expulsos do campus pelos alunos.
"Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático! Estamos em abril e os candidatos da extrema-direita buscam a todo custo disputar e coesionar uma base. Mas na UFMG nós não permitimos que isso aconteça. Em defesa dos nossos direitos e da universidade pública", escreveram os estudantes.
Procurado pela Itatiaia, Douglas Garcia afirmou que ele e Marília Amaral "foram surpreendidos por um grupo de supostos estudantes que iniciou uma série de agressões verbais e físicas" e que a situação "rapidamente se agravou, colocando em risco a integridade dos presentes".
O pré-candidato a deputado estadual por São Paulo alegou que interveio na confusão para proteger a colega e agiu "em legítima defesa e com o objetivo de cessar as agressões".
Em vídeo publicado nas redes sociais, Marília Amaral disse que os estudantes "partiram para cima" e "foram bem agressivos" após "tomarem uma surra nos argumentos".
"Agradeço a todo mundo que está se preocupando comigo e mandando mensagem. Apesar das agressões e de alguns ferimentos meus, do Douglas e de mais pessoas que estavam lá, estamos bem e estamos muito mais motivados a não retroceder", afirmou Amaral.
A Itatiaia entrou em contato com a Universidade Federal de Minas Gerais, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



