Morreu, nesta quarta-feira (4), em Belo Horizonte, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, de 43 anos, apontado nas investigações como um líder de equipe de capangas que trabalhavam para o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Ele havia sido preso pela manhã, na capital mineira,
O homem, que era apelidado como “Sicário” chegou a ser socorrido por agentes da PF, que realizaram manobras de reanimação por cerca de 30 minutos. Em seguida, ele foi
A chegada a unidade de saúde ocorreu às 17h56. Inicialmente, Mourão foi encaminhado para a sala de politrauma, onde passou por uma bateria de exames, etapa que marcou a finalização dos primeiros procedimentos médicos. Em seguida, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), localizada no térreo do hospital - escolha feita por ser uma área mais restrita e com menor circulação de pessoas. Durante todo o atendimento, o paciente permaneceu sob forte escolta policial.
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Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal não havia confirmado oficialmente a morte. O último comunicado da instituição foi às 16h55, quando informou que Luiz Phillipi Mourão tentou tirar a própria vida.
A PF acrescentou que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. Segundo a corporação, os registros em vídeo que mostram a dinâmica do episódio serão encaminhados ao ministro. A corporação também informou que abrirá um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência.
‘Sicário’ de Vorcaro
Mourão havia sido preso na operação realizada nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro André Mendonça. Ele era
Na decisão que autorizou a prisão, Mendonça descreveu Mourão como responsável por atividades de obtenção de informações sigilosas, vigilância de alvos e “neutralização de situações sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, ele recebia pagamentos mensais de cerca de R$ 1 milhão.
As apurações também citam mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro sobre o
A
Conforme a investigação, o grupo coordenado por Mourão - identificado nas comunicações como “Sicário” - seria responsável por organizar uma estrutura dedicada ao monitoramento de pessoas e à obtenção de informações sensíveis.
O que diz a defesa?
Segundo a defesa de Luiz Phillipi Mourão, assinada pelo advogado Robson Lucas da Silva, ele e o cliente mantiveram contato ao longo desta quarta-feira até cerca de 14h. De acordo com a nota, naquele momento ele estava lúcido, orientado e sem sinais aparentes de comprometimento de suas condições físicas ou psíquicas.
A defesa afirma que só tomou conhecimento do incidente posteriormente, após a divulgação de uma nota atribuída à Polícia Federal que mencionava uma possível tentativa de autoextermínio, durante a tarde.
Os advogados informaram ainda que estão no Hospital João XXIII acompanhando o caso e buscando informações oficiais junto às autoridades e à equipe médica. Até as 22h37, a defesa ainda não havia recebido boletim médico ou confirmação clínica oficial sobre o estado de saúde de Mourão.