Gari é morto a tiros no RS após briga sobre uísque; vídeo mostra o momento do crime

Suspeito cumpria liberdade provisória quando cometeu o homicídio e segue foragido

A vítima, Douglas Nunes, tinha 34 anos e morreu enquanto trabalhava em Gravataí (RS)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul busca pelo homem suspeito de assassinar Douglas Nunes, gari que foi baleado e morto enquanto trabalhava na cidade de Gravataí, no interior do estado. O caso aconteceu em 16 de janeiro desse ano e veio à tona há poucos dias.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem, de dentro de um carro, atirou contra o trabalhador. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por uma discussão sobre o preço de um uísque.

Confira o vídeo:

Entenda o caso

Segundo o delegado Pedro Trajano, que comanda o caso, tudo começou quando o suspeito convidou um grupo de garis que trabalhava na região para entrar em um bar. No local, o homem teria se oferecido para pagar uma bebida aos trabalhadores. Segundo a polícia, Douglas teria escolhido a opção mais cara, um uísque, o que irritou o homem.

Os garis então teriam deixado o estabelecimento e seguido o trabalho de coleta de lixo pelas ruas ao entorno do bar. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito decidiu perseguir o caminhão de limpeza urbana e, alguns quarteirões depois, interceptou o veículo.

Na ocasião, o homem continuou a discussão pelo preço da bebida e, ainda de dentro do carro, atirou duas vezes contra os garis. Douglas Nunes, de 34 anos, foi atingido e morreu no local.

O suspeito

Antes de cometer o crime, o suspeito já era considerado foragido da polícia. Ele estava preso preventivamente por porte ilegal de arma de fogo e, no início de dezembro do anos passado, o homem teve a liberdade provisória concedida por problemas de saúde.

O suspeito teria que retornar ao sistema prisional cerca de um mês depois, mas o homem rompeu a tornozeleira eletrônica e não foi mais visto. Dias depois ao prazo limite de retorno ao sistema prisional, o homem assassinou o gari.

Após o homicídio, o homem fugiu e ainda segue foragido. Ainda segundo o delegado Pedro Trajano, o suspeito vai ser indiciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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