Senado aprova projeto que amplia licença-paternidade para até 20 dias

Proposta prevê ampliação gradual do benefício a partir de 2027 e criação do salário-paternidade; texto segue para sanção presidencial

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária.

O Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4), o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. O texto estabelece uma expansão gradual do benefício, que poderá chegar a 20 dias até 2029. A proposta também cria o pagamento do chamado salário-paternidade durante o período em que o pai estiver afastado do trabalho. O projeto segue agora para sanção do presidente da República.

Atualmente, trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos têm direito a cinco dias consecutivos de licença-paternidade após o nascimento ou a adoção de um filho.

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Implementação gradual

Pelo projeto, a nova licença-paternidade passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 e será implementada de forma escalonada.

Nos dois primeiros anos de vigência, o afastamento remunerado será de 10 dias. Entre o segundo e o terceiro ano, o prazo sobe para 15 dias. A partir do quarto ano de implementação, o período chegará a 20 dias.

A proposta também prevê que micro e pequenas empresas poderão ser reembolsadas pelos valores pagos a título de salário-paternidade.

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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