O psiquiatra, professor e escritor
Augusto Cury, conhecido por seus
livros de autoajuda, afirmou que está disposto a disputar a presidência da República nas eleições de outubro, caso seja convidado por algum partido político. Ele disse, por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (4), que não quer ficar “refém” de legendas partidárias e que sua candidatura só será possível se a discussão for sobre “projetos” e não sobre “pessoas ou ideologias”.
Terceira Via
Em uma “carta aberta”, Cury afirmou que gostaria de disputar o Palácio da Alvorada contra o
presidente Lula (PL), que tentará a reeleição, e contra o ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) — que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e
inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“
Antes de Lula ser presidente, eu já tinha alguns milhões de leitores; e antes de Bolsonaro se eleger em 2018, eu já era, havia 15 anos, o autor mais lido do Brasil. Não sei qual será o destino que a Justiça dará ao ex-presidente; cabe a ela julgar com imparcialidade e equidade. Mas, em minha humilde opinião, independentemente da Justiça, caso se concretize a diminuta possibilidade de viabilizar minha candidatura, eu gostaria de concorrer com ambos”.
— escreveu.
Cury afirmou ainda que “adversários de ideia não são adversários de vida” e que não falará mal de “pessoas ou de partidos”.
No texto divulgado, o autor cita algumas ideias caso sua candidatura seja viabilizada. Ele propõe o fim do que chama de “superpresidente”, defendendo uma transição para o
semipresidencialismo, alegando que todos os países que adotaram o
presidencialismo, com exceção dos Estados Unidos, “tiveram graves dificuldades para se desenvolver”.
No semipresidencialismo, as funções do Executivo não ficam concentradas apenas no presidente, mas são divididas entre o ocupante do cargo e um primeiro-ministro. Enquanto o presidente é eleito pela maioria dos votos diretos, como em uma eleição comum, ele nomeia um primeiro-ministro, que precisa ser aprovado pelo Congresso.
Cury também afirma que gostaria de formar um “governo de notáveis” e menciona que buscaria a colaboração de grandes economistas, citando, entre outros, o ex-ministro da Economia de Bolsonaro,
Paulo Guedes,
Rita Mundim e Ilan Goldfajn.
Em coletiva de imprensa, após anunciar a intenção de disputar o Planalto, ele enviou um “abraço” aos demais presidenciáveis: senador
Flávio Bolsonaro, o próprio presidente Lula, além dos governadores de Minas Gerais,
Romeu Zema, de Goiás,
Ronaldo Caiado, e do Paraná,
Ratinho Júnior.