Augusto Cury diz que pode se candidatar à presidência se for ‘convidado’ por partidos

O escritor de livros de autoajuda disse, no entanto, que não irá ficar “refém” de legendas partidárias ou ideologias políticas

O escritor diz que gostaria de disputar a presidência com Lula, que quer a reeleição, e Bolsonaro, que está preso.

O psiquiatra, professor e escritor Augusto Cury, conhecido por seus livros de autoajuda, afirmou que está disposto a disputar a presidência da República nas eleições de outubro, caso seja convidado por algum partido político. Ele disse, por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (4), que não quer ficar “refém” de legendas partidárias e que sua candidatura só será possível se a discussão for sobre “projetos” e não sobre “pessoas ou ideologias”.

Terceira Via

Em uma “carta aberta”, Cury afirmou que gostaria de disputar o Palácio da Alvorada contra o presidente Lula (PL), que tentará a reeleição, e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cury afirmou ainda que “adversários de ideia não são adversários de vida” e que não falará mal de “pessoas ou de partidos”.

No texto divulgado, o autor cita algumas ideias caso sua candidatura seja viabilizada. Ele propõe o fim do que chama de “superpresidente”, defendendo uma transição para o semipresidencialismo, alegando que todos os países que adotaram o presidencialismo, com exceção dos Estados Unidos, “tiveram graves dificuldades para se desenvolver”.

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No semipresidencialismo, as funções do Executivo não ficam concentradas apenas no presidente, mas são divididas entre o ocupante do cargo e um primeiro-ministro. Enquanto o presidente é eleito pela maioria dos votos diretos, como em uma eleição comum, ele nomeia um primeiro-ministro, que precisa ser aprovado pelo Congresso.

Cury também afirma que gostaria de formar um “governo de notáveis” e menciona que buscaria a colaboração de grandes economistas, citando, entre outros, o ex-ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, Rita Mundim e Ilan Goldfajn.

Em coletiva de imprensa, após anunciar a intenção de disputar o Planalto, ele enviou um “abraço” aos demais presidenciáveis: senador Flávio Bolsonaro, o próprio presidente Lula, além dos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Paraná, Ratinho Júnior.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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