Dado Dolabella se filia ao MDB e quer vaga de deputado federal pelo Rio

O ator, além de lançar a pré-candidatura, afirmou que irá apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela presidência da República

O ator, no entanto, tem um histórico de agressões com ex-namoradas, incluindo a atriz Luana Piovani.

O ator Dado Dolabella anunciou que pretende disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas eleições de outubro deste ano, pelo MDB.

Em publicação feita nas redes sociais nesta quarta-feira (4), Dado escreveu que acredita em uma “família forte, justiça equilibrada, proteção dos animais e respeito à natureza” e que, por isso, também apoiava a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.

Em um vídeo, no ato de filiação ao MDB, o presidente estadual do partido, Washington Reis, chama Dado de “pai de família” e diz que ele irá “arrebentar a boca do balão”. A publicação foi apagada pouco tempo depois

Histórico de agressões

O ganhador da primeira edição do reality show “ A Fazenda” tem um histórico de acusações de agressão. Em 2008, ele foi acusado de empurrar a então namorada, Luana Piovani, em uma boate na Gávea, no Rio.

Uma camareira tentou intervir, mas também acabou sendo agredida.

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Ele foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além do pagamento de indenização.

O ator sempre negou as acusações, alegando que a ex-namorada teria iniciado as agressões.

No ano seguinte, em 2009, quando era casado com Viviane Sarahyba, Dado também foi acusado de agressões físicas e verbais.

A Justiça determinou que ele se afastasse da residência do casal.

Em 2018, ele foi condenado a um ano e 15 dias de prisão em regime aberto.

Já em agosto de 2025, foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto após a prima e ex-namorada, Marina Dolabella, registrar um boletim de ocorrência relatando ter sido alvo de tapas, socos e puxões de cabelo.

O ator, novamente, contestou e negou as acusações.

Após o anúncio da pré-candidatura de Dado, a ex-namorada Piovani se manifestou nas redes sociais. Ela afirmou que a situação não passaria de uma “piada pronta” e questionou como uma pessoa que acumula processos criminais poderia se candidatar a cargos públicos. “Uma pessoa que não paga pensão, um agressor, alguém que tem um processo criminal em andamento, um ex-presidiário... Todas essas coisas, né? Mas no Brasil tudo pode”, ironizou.

Segundo a Constituição, pessoas com condenações criminais podem ser barradas pela Lei da Ficha Limpa de se candidatar ou até de tomar posse em cargos eletivos, em caso de vitória nas eleições.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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