Moraes abre inquérito sigiloso para investigar Coaf e Receita Federal

Ministro Alexandre de Moraes, que ocupa interinamente a presidência do STF, abriu inquérito sem pedido de órgãos investigativos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu de ofício - sem a provocação de órgãos investigativos - um inquérito para apurar se a Receita Federal ou se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) vazaram informações sobre ministros da Corte ou de seus familiares.

Por decisão do ministro, a apuração, aberta sem a provocação de órgãos investigativos, correrá sob sigilo.

A abertura do inquérito foi noticiada primeiro pelo Poder 360 e confirmada pela reportagem da Itatiaia. A Receita e o Coaf foram notificados na quarta-feira (14). Procurados, não comentaram a abertura do inquérito.

Moraes tomou a atitude como presidente interino do STF. Ele assumiu o plantão da Corte na segunda-feira (12). O tribunal retoma suas atividades em fevereiro. A abertura da investigação não foi solicitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), como é a praxe no tribunal. Integrante da PGR informou que o órgão vai acompanhar a apuração.

Contrato com Banco Master

As suspeitas de que dados sigilosos foram vazados surgiu a partir da chegada do caso Banco Master ao STF. A colunista Malu Gastar, do jornal O Globo, revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Leia também

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...