Brasil deve criticar ofensiva dos EUA contra a Venezuela em reunião da OEA

Delegação brasileira vai ser representada pelo embaixador Benoli Belli que deve classificar ação americana como afronta à soberania venezuelana

Palácio Itamaraty, em Brasília.

O Brasil participa nesta terça-feira (6) de uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir “os acontecimentos recentes na Venezuela”.

Segundo fontes da diplomacia brasileira, o país será representado pelo embaixador Benoli Belli, representante permanente do Brasil junto à OEA.

Durante a manifestação, a delegação brasileira deve fazer críticas à ação militar dos Estados Unidos realizada no último sábado (3), que resultou na captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

O discurso brasileiro deve defender que o conflito seja resolvido por meio do diálogo e reforçar o entendimento de que a ofensiva norte-americana representa uma afronta à soberania venezuelana.

A posição segue a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como inaceitáveis os ataques ao território venezuelano e a captura de Maduro.

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“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula em publicação nas redes sociais.

Nesta segunda-feira (5), o embaixador brasileiro Sérgio Danese também criticou a ofensiva militar dos Estados Unidos durante discurso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Reunião da OEA

A reunião da OEA ocorre nesta terça-feira (6), às 12h (horário de Brasília), na sede da organização, em Washington, nos Estados Unidos.

Criada em 1948, a OEA tem como objetivo promover a paz, a justiça, a solidariedade e a cooperação entre os Estados-membros, além de defender a soberania, a integridade territorial e a independência dos países do continente.

Atualmente, a organização reúne os 35 Estados independentes das Américas e conta ainda com 70 Estados observadores permanentes, além da União Europeia.

No sábado (3), o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, afirmou em nota que o objetivo do encontro é permitir que os países-membros debatam a situação “de forma aberta, coletiva e construtiva”.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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