Câmara formará comissão para analisar PEC que proíbe a prática de aborto no país

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a prática de aborto no país, mesmo nos casos previstos na Constituição Federal, terá que ser aprovada pela comissão especial, antes de seguir para votação no Plenário

Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou a tramitação em regime de urgência do projeto de lei que equipara o aborto após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio.

A Câmara dos Deputados irá criar uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a prática de aborto no país, mesmo em casos já previstos na Constituição, como em caso de estupro, risco de vida para a gestante ou se o bebê tiver anencefalia (má formação do cérebro).

O texto, de autoria do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos), foi aprovado na quarta-feira (27), pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados por 35 votos a 15.

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A proposta altera o artigo 5º da Constituição para estabelecer que o direito à vida é inviolável “desde a concepção”.

Antes de ser votada pelo plenário, a PEC terá que ser aprovada pela Comissão Especial. Para ser aprovado na Câmara, o texto precisará dos votos favoráveis de pelo menos 308 parlamentares, em dois turnos de votação no Plenário.


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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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