Tragédia na Zona da Mata: governo mobiliza força-tarefa do SUS para Minas

Chuvas históricas deixaram 21 mortos e dezenas de desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá; equipes federais reforçam atendimento emergencial

Chuva história provoca desastre em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira

A situação de calamidade em razão das chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entre segunda-feira (23) e esta terça-feira (24) levaram o governo federal a enviar uma força-tarefa emergencial para as cidades mais afetadas, principalmente Juiz de Fora e Ubá.

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Segundo o balanço mais recente, atualizado às 14h, Juiz de Fora concentra o maior número de vítimas: são 15 mortes confirmadas e 43 pessoas ainda não localizadas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Em Ubá, a prefeitura confirmou seis mortes e quatro desaparecidos.

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O volume de chuva registrado nas duas cidades foi considerado fora do padrão histórico. A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), afirmou que o município recebeu 190 milímetros de chuva em apenas um dia - com acumulado mensal de 584 mm. Em Ubá, cerca de 170 mm caíram em pouco mais de três horas na noite de segunda, provocando a maior inundação registrada na cidade nos últimos anos.

Diante do cenário, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mobilizou a Força Nacional do SUS para reforçar o atendimento nas áreas atingidas. Seis profissionais chegaram à região ainda nesta terça-feira para apoiar a organização da resposta emergencial e estruturar o comando de operações em saúde. Outros 15 devem desembarcar na quarta-feira (25).

As equipes são formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística e devem atuar tanto no atendimento direto à população quanto no suporte às redes municipais de saúde, que operam sob pressão após os alagamentos e deslizamentos.

Além da área da saúde, técnicos da Defesa Civil Nacional foram enviados para auxiliar nas buscas, na assistência humanitária e na recuperação de serviços essenciais. O órgão mantém alerta máximo e monitora a situação junto ao governo de Minas Gerais.

As autoridades também não descartam o envio de novas equipes caso o número de desabrigados aumente ou surjam novos pontos críticos na região.

Conteúdos produzidos pela redação de Brasília da Rádio Itatiaia

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