A Justiça Federal homologou a remição de um dia da pena do ex-policial militar do Rio de Janeiro, Ronnie Lessa, por participação em um concurso de redação promovido pela Defensoria Pública da União (DPU), em 2022. Ele concorreu na 7ª edição do Concurso de Redação promovido pelo órgão, que teve o seguinte tema: “Prato feito: alimentação de qualidade é sinal de dignidade”.
A remição da pena de Lessa foi oficializada na última terça-feira (4) e foi assinada pelo juiz federal da 5ª Vara de Campo Grande, Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini.
Assassino confesso de Marielle Franco, Lessa ainda não foi julgado pelo crime, mas está preso desde 2019 e foi levado em 8 de dezembro de 2020 para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), de segurança máxima. Nesta sexta-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
O ministro também autorizou a derrubada do sigilo dos anexos 1 e 2 da delação premiada de Ronnie Lessa, com os detalhes dados por ele à Polícia Federal sobre o crime.
O que disse Ronnie Lessa?
Na delação premiada, Lessa disse que o assassinato de Marielle Franco começou a ser planejado cerca de seis meses antes do crime, ainda em 2017, e deu detalhes sobre o envolvimento do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
Segundo ele, os irmãos Brazão, chamados de “padrinhos” por outros envolvidos no caso, se referiam ao delegado como “guru” e “carta branca” e também diziam que a DH [Delegacia de Homicídios] da PC do Rio "é nossa”.
Ele também confessou ter sido o
"(...) ele sabia que era uma mulher que seria morta e que lá na frente posteriormente, eu daria uma vantagem a ele; não expliquei a ele exatamente no dia do que se tratava, eu desviei muito o assunto, deixei ele meio perdido é a grande verdade; ele não sabia exatamente o que iria ganhar com isso”, afirmou aos policiais federais.