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Governo revisa previsão da inflação com tragédia no Rio Grande do Sul; projeção sobe para 3,7%

Boletim macrofiscal do Ministério da Fazenda prevê ainda inflação de 3,2% para 2025 a partir do IPCA

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou a projeção da inflação para 2024 diante do impacto da tragédia ambiental e humanitária que aflige o Rio Grande do Sul. Segundo boletim macrofiscal publicado nesta quinta-feira (16), a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou de 3,5% para 3,7%.

O aumento nessa projeção decorre dos efeitos das chuvas e a previsão na elevação dos preços de alimentos como arroz, carnes e aves. “Os preços desses alimentos devem subir de maneira mais pronunciada nos próximos dois meses, mas parcela relevante desse aumento deve ser devolvida nos meses seguintes, com a normalização da oferta”, indica a SPE. Em 2025, o Brasil deverá encerrar o ano com inflação de 3,2% — ao invés dos 3,1% previstos no boletim anterior.

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Em relação à repercussão da tragédia nos municípios gaúchos sobre Produto Interno Bruto (PIB), a Secretaria de Política Econômica indicou que ainda não há como prever quais serão os impactos da calamidade na atividade econômica. “A magnitude do impacto depende da ocorrência de novos eventos climáticos, de transbordamentos desses impactos para estados próximos e do efeito de programas de auxílio fiscal e de crédito nas cidades atingidas pelas chuvas”, conforme detalhado no documento.

O boletim indica ainda que as atividades ligadas à agropecuária e à indústria de transformação deverão ser as mais afetadas.


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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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