Os prefeitos de Betim, Vittorio Medioli (sem partido); de Contagem, Marília Campos (PT); e de BH, Fuad Noman (PSD); se reuniram com o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador José Arthur Filho, para discutir o ICMS da Educação na tarde desta segunda-feira (19) na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Leia também:
Novos critérios de distribuição do ICMS para educação geram perdas para cidades grandes, diz Marília Campos Em meio a queixas de prefeitos de MG, ministro diz que ICMS da Educação estimula ‘qualidade da aprendizagem’ Prefeitos da Grande BH vão ao TJ por ‘distorções’ na lei do ICMS da Educação
Os representantes municipais demandam mudanças nos atuais critérios de distribuição do imposto, após alterações promovidas na Lei 24.431, de setembro de 2023. O desempenho escolar é o principal índice que rege a cota do ICMS da Educação, sem levar em consideração o número de matriculados. Desta forma, prefeituras de grandes cidades afirmam ter sido prejudicadas. A chefe do executivo municipal de Contagem, Marília Campos, afirma que a aprovação da legislação, 130 cidades mineiras tiveram perda expressiva no repasse do ICMS devido à desconsideração do critério número de matrículas, o que, conforme a prefeita, é como se fosse uma punição”.
“Entramos com representação no Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e hoje nós tivemos nossa primeira reunião com o Tribunal de Justiça. A nossa demanda aqui é que seja articulado à Sejusc que é o órgão responsável pelo diálogo, chamando ALMG, chamando o Governo do Estado, chamando os municípios e o Tribunal de Contas do Estado para encontrar uma solução para essa tragédia em Minas Gerais”, afirma Marília.
‘Não podemos desprezar 140 mil alunos’
O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), afirma que o ICMS está trazendo prejuízo para a capital mineira, além de afirmar que a ação despreza os alunos da cidade.
“Belo Horizonte está sofrendo tanto quanto essas outras 129 cidades. Cada um está recebendo R$1,34 por aluno, o que gera um prejuízo mensal da ordem de R$ 15 milhões e 180 milhões durante o ano. A situação é uma quantidade de alunos muito grande que foram desprezados. [...] Nesse documento, podemos ver que a nota de Belo Horizonte é 15 vezes maior do que de outra cidade. Essa cidade recebe 256x mais do que Belo Horizonte. Não podemos desprezar 140 mil alunos”, pontua, Fuad.
O prefeito de Betim, Vittorio Medioli (sem partido), afirma que o ICMS da educação é inconstitucional e também se une aos outros representantes municipais para questionar o critério adotado para a repartição do tributo.
“O artigo 165 da Constituição deixa como dever do executivo propor tudo que seja medida orçamentária financeira. Essa é uma medida de alçada do executivo que o legislativo tomou para si sem ter o suporte de informações necessárias e entra na inconstitucionalidade”, menciona.
Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular.