Novos critérios de distribuição do ICMS para educação geram perdas para cidades grandes, diz Marília Campos

Prefeitos da RMBH calculam prejuízos e planejam pedir ressarcimento

A alteração de critérios para distribuição de Imposto Sobre Circulação de Mercadoria (ICMS) para educação está gerando perdas para os municípios maiores, segundo a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). De acordo com a prefeitura, a Lei 24.431/23, que é uma adequação à Constituição Estadual, inclui como critério de distribuição “indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem’, mas desconsidera o quantitativo de estudantes trazendo para Contagem, por exemplo, um prejuízo de R$ 40 milhões ao ano.

“Após a aprovação dessa legislação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, modificou a distribuição do ICMS para os municípios, porque incluiu aí colocar critérios da educação na distribuição de 10% do ICMS e os critérios que foram elencados na Assembleia foram apenas critérios em relação aos indicadores do processo de aprendizagem nos municípios e desconsiderou o critério número de alunos”, explica a prefeita Marília Campos.

Segundo a prefeita, a mudança traz uma distorção, fazendo com que municipios menores recebam um valor maior por aluno do que as cidades maiores. “Então, o mesmo recurso que vai para Belo Horizonte, vai para Uberlândia, vale para Ipatinga, vale para Papagaios, porque desconsideram o número de alunos. E Contagem então teve uma perda de 40 milhões em relação a esse critério, que na minha opinião é injusto. É claro que é importante colocar o critério avanço no processo da aprendizagem, mas o critério número de alunos também é importante na distribuição do ICMS levando em conta o quesito educação”, reclamou.

Para tentar solucionar a questão, a petista procurou os prefeitos de Belo Horizonte, Fuad Nomam (PSD-MG) e de Betim, Vitório Mediolli (sem partido). “Eu então procurei alguns municípios, procurei o prefeito Fuad, procurei o prefeito Medioli de Betim, para que eles verificassem se nos municípios ocorreu essa perda e para que a gente pudesse se articular para que essa perda fosse ressarcida e corrigida para o futuro”.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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