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Em seu último dia como ministro, Dino divulga números da Segurança Pública

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, participa de um evento, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para apresentar os números da Segurança Pública em 2023

Em seu último dia como ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino apresenta nesta quarta-feira (31) um balanço das principais ações federais na área da Segurança Pública. O evento, que acontece no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira, conta com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos ministros da Defesa, José Múcio, e o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que assumirá a pasta nesta quinta-feira (1).

Dino detalhou que o governo federal investiu R$18,7 bilhões na área da Segurança Pública em 2023, um aumento de 13% em relação ao valor investido em 2022, quando o governo empenhou R$16,6 bilhões na área da Segurança Pública. Já o montante transferido aos estados e municípios chegou a R$1,5 bilhão, um aumento de 27% se comparado com o valor de R$1,2 bilhão encaminhado aos estados e municípios em 2022.

O ministro revelou que os crimes violentos letais 40.429, uma queda de 4,17%, em relação aos números de 2022, quando o Brasil registrou 42.190 casos. Este foi o menor número desde 2010. O registro de armas caiu 79% em 2023, com o total de 28.344 armas de fogo cadastradas, enquanto no ano anterior o país contabilizou o cadastro de 135.915 armas.

Os roubos de veículos registraram queda de 9,78%, com o total de 147.231 em todo o país. Os roubos de instituições financeiras (Novo Cangaço) caíram 40,91%, com 130 casos em todo o país. Em 2022, o Brasil havia contabilizado 220 crimes deste tipo.

Na área do combate à corrupção, as forças federais realizaram 227 operações, com 147 prisões efetuadas, 2.091 mandados de busca e apreensão cumpridos, além de R$897 milhões apreendidos. Na abertura do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância das ações. “O assunto da Justiça é um assunto muito importante para nós no Brasil, e sabemos como é difícil combater as coisas erradas e equivocadas que acontecem no Brasil”, afirmou Lula.

O Brasil registrou 256.752 mandados de prisão cumpridos em 2023, número 11,06% maior do que em 2022. Dino defendeu políticas penais mais eficientes. “Precisamos entender que punição não é sinônimo de prender. (5:51) O cárcere deve ser preservado para crimes graves e ameaças às pessoas, esse tema não é um tema que o governo decida, depende da Lei de Execução Penal e do Poder Judiciário. Não é leniente ou negligente, é falsa a ideia que temos uma posição doutrinária fraca e tímida. Defendemos o uso proporcional da força, o uso moderado da força, em que crimes mais graves recebem resposta penal igualmente grave, enquanto os crimes mais leves são respondidos por alternativas penais”, ponderou Dino.

O ministro destacou, na coletiva de imprensa, que a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam pouco mais de R$7 bilhões do crime organizado em 2023.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
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