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Fuad recusa encontro com presidente da Câmara: ‘Não somos amigos e ele não cumpre promessas’

Prefeito afirmou que Gabriel Azevedo não cumpre suas promessas e não adianta tentar ‘provar que são amigos’

Prefeito Fuad Noman afirmou que não pretende se encontrar com presidente da Câmara: ‘Não somos amigos’

O prefeito Fuad Noman (PSD) afirmou que pretende manter o diálogo com os vereadores de BH, mas que não pretende se reunir com o presidente da Câmara, vereador Gabriel Azevedo (sem partido), uma vez que o parlamentar não teria cumprido acordos e promessas anteriores.

No início da semana, Gabriel pediu um encontro com o prefeito por meio de um ofício encaminhado à prefeitura de BH.

Fuad descartou um encontro com o vereador - que foi criticado pelo prefeito nos últimos meses por ter gravado colegas durante reuniões - e afirmou que não adianta o Gabriel tentar “provar que eles são amigos”.

“A gente precisa aprovar projetos. Conversar só para provar que somos amigos, nós não somos amigos. Então, não adianta ficar marcando encontro, porque as coisas que ele prometeu até hoje para a prefeitura não aconteceram. Vamos conversar, ele vai prometer e não vai cumprir? Então, vamos deixar isso e se ele quiser alguma coisa, a prefeitura está à disposição dele. Quer discutir orçamento, pode ir na secretaria de planejamento discutir lá. Agora, o prefeito conversa com os vereadores todos, mas não quero correr riscos”, afirmou o prefeito.

Por meio de nota, Gabriel Azevedo afirmou que “passou da hora do prefeito sentar na mesa e conversar”.

“Um prefeito e um presidente de Câmara Municipal não precisam ser amigos. Fuad Noman precisa ser apresentado a Constituição, que preconiza que os poderes são harmônicos e independentes entre si. A prefeitura prometeu várias coisas para os vereadores que não cumpriu. Já é tempo dele parar de se lamentar pela imprensa e fazer como um Chefe de Poder faz: sentar na mesa e conversar. Lula e Pacheco não precisam ser amigos. Zema e Tadeuzinho não precisam ser amigos. Todos entendem como a política funciona. Eu também. Já passou da hora do senhor Fuad Noman fazer o gesto dele. Essa estratégia de ficar evitando o Poder Legislativo para não falar do que incomoda não vai colar. Prefeito, quanto vai custar a passagem em 2024?”, diz a nota da presidência da Câmara.

Projeto cancelado no Izidora

Questionado sobre o cancelamento do projeto da PBH que previa uma parceria com o Banco Mundial para obras de urbanização na região do Izidora, Fuad lamentou a demora na votação da Câmara, mas disse que o Executivo já busca outras alternativas para garantir os recursos.

O arquivamento do projeto de lei (PL) em que a Prefeitura de Belo Horizonte pleiteava aval dos vereadores da cidade para obter empréstimo empréstimo de até US$ 160 milhões — cerca de R$ 800 milhões — adiou os planos da PBH para iniciar as obras na região.

“O projeto do Izidora, que nós acabamos perdendo, era um projeto com o Banco Mundial para urbanizar a região do Izidora. Logicamente ele teria um reflexo (nas enchentes) porque abriria espaço para a água. Mas não é relevante na contenção de enchentes lá. O banco esperou, esperou e esperou, não conseguimos aprovar a lei e ele cancelou o orçamento e o projeto. De qualquer forma, não abandonamos a ideia, vamos procurar o governo federal por meio do PAC, estamos indo lá tentar viabilizar esses recursos para essa obra”, afirmou.

“Mas, não vou fazer comentários sobre a Câmara, ela tem seu rito, seu procedimento. Nós sentimos que a Câmara ficou sem votar o projeto neste período, mas não vamos discutir isso não”, finalizou Fuad.

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.