Marcha das Margaridas começa nesta terça-feira (15) em Brasília; entenda homenagem

Lula (PT) é esperado no ato de encerramento na quarta-feira (16)

Marcha das Margaridas

A 7ª edição da Marcha das Margaridas acontece nesta terça-feira (15) e quarta-feira (16) em Brasília com o mote “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver”. Realizada de quatro em quatro anos desde 2000, o ato de encerramento da manifestação será em frente ao Congresso Nacional e deve contar com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Protagonizada por mulheres do campo, a Marcha das Margaridas é uma homenagem à trabalhadora rural Margarida Maria Alves. Presidente por 12 anos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, ela foi assassinada com um tiro na porta de casa em 1983.

Desde então, Margarida Alves se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas para o trabalhador rural, como carteira de trabalho assinada, férias, limitação da jornada a oito horas e pagamento de 13º salário. Ela também defendia a reforma agrária e o direito à terra.

“Margaridas de todos os estados brasileiros e de outros países já estão se organizando e se preparando para esse grande momento. São quatro anos de construção coletiva, de formação, de caravanas, de audiências públicas e de construção de propostas para coroar com a nossa grande marcha em Brasília”, declarou a coordenadora geral da Marcha das Margaridas, Mazé Morais.

O evento é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), que espera a presença de mais de 100 mil mulheres na capital federal.

Em junho, representantes da Contag entregaram a pauta de reivindicação da Marcha das Margaridas ao governo Lula e também ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). As propostas foram organizadas em 13 eixos temáticos:

  • Democracia participativa e soberania popular;

  • Poder e participação política das mulheres;

  • Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo;

  • Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade;

  • Proteção da Natureza com justiça ambiental e climática;

  • Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética;

  • Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios;

  • Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns;

  • Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional;

  • Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda;

  • Saúde, Previdência e Assistência Social pública, universal e solidária;

  • Educação Pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo;

  • Universalização do acesso à internet e inclusão digital.

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