Um grupo de deputados estaduais de Minas Gerais tenta convencer os colegas de Assembleia Legislativa e o governo de Romeu Zema (Novo) a instituir uma política de apoio às chamadas cidades inteligentes — que usam ferramentas tecnológicas para impulsionar o desenvolvimento local.
Nessa terça-feira (23), o deputado Rodrigo Lopes (União Brasil), que encabeça a Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios, apresentou um Projeto de Lei (PL) para garantir incentivo às cidades inteligentes.
O tema, aliás, deve ser debatido nesta quarta-feira (24) em audiência pública na sede da Assembleia, em Belo Horizonte. Segundo Rodrigo Lopes, a ideia é criar o programa “Minas Inteligente”, a fim de utilizar a inovação como trampolim para ações de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, em prol do bem-estar das cidades e para aprimorar as administrações.
O governo estadual, por sua vez, entraria na equação ajudando as prefeituras a capacitar os servidores municipais para atuar em cidades inteligentes.
“É um conceito que, muitas vezes, está vinculado à tecnologia. No entanto, (o conceito de) cidades inteligentes tem amplitude muito maior e trata de planejamento, capacitação, de eficiência e busca por resultados — aliados à tecnologia e à inovação”, diz Lopes, ex-prefeito de Andradas, no Sul, à Itatiaia.
O PL sobre as cidades inteligentes foi construído por todos os deputados da Frente em Defesa dos Municípios. Além de Rodrigo Lopes, o grupo tem Maria Clara Marra (PSDB). Lucas Lasmar (Rede), Adriano Alvarenga (PP), Enes Cândido (PP) e Ione Pinheiro (União Brasil).
“É um trabalho com longos anos pela frente, mas é o caminho da inovação e do futuro. O poder público não pode fugir da realidade que vivemos”, defende Rodrigo Lopes.
Em março, Alê Portela (PL) entregou à Mesa Diretora da Assembleia, outro projeto a respeito do incentivo às cidades inteligentes.