A limpeza de tártaro em cães idosos vai muito além de estética ou de eliminar o mau hálito: é um procedimento de saúde básico para evitar doenças periodontais graves e consequências sistêmicas. Especialistas em
Esse acúmulo, se não tratado, contribui para infecções que afetam coração, rins e fígados, de acordo com a odontologista veterinária Nicole Casara. “A boca é a porta de entrada do organismo, e a ausência de cuidados preventivos ou tratamentos adequados pode ter consequências graves”, alerta à reportagem.
A odontologia veterinária, área da medicina veterinária que estuda doenças da cavidade oral e procedimentos para tratá-las, é responsável pela
A limpeza de tártaro, também chamada de
Profissionais brasileiros reforçam que a doença periodontal é altamente prevalente em cães adultos e idosos, mas ainda pouco reconhecida por tutores até que cause sintomas visíveis. Muitos tutores desconhecem a importância da higiene oral para prevenir problemas mais sérios.
Profissionais ouvidos por periódicos brasileiros reforçam a importância desses cuidados. Em relatório de pesquisa clínica realizada na Universidade Federal de Viçosa, constatou-se que cerca de 88,7% dos cães avaliados apresentavam algum grau de doença periodontal, e que muitos tutores desconheciam a condição até ser diagnosticada em consulta. Os pesquisadores destacam que “a doença periodontal é altamente prevalente e que ações educativas sobre saúde bucal são necessárias”.
O processo de limpeza de tártaro em cães idosos envolve etapas que precisam ser monitoradas por um veterinário experiente:
Avaliação clínica e exames pré-anestésicos
Antes de qualquer intervenção, o veterinário solicita exames como hemograma, testes de função renal e hepática, e às vezes avaliação cardíaca, para reduzir riscos da anestesia em animais mais velhos. Esses exames ajudam a garantir que o paciente esteja apto ao procedimento, principalmente no caso de idosos com comorbidades.
Anestesia geral para profilaxia elétrica e ultrassônica
A técnica padrão envolve anestesia geral para permitir que o dentista veterinário acesse todos os dentes de forma segura, e remova o tártaro acima e abaixo da linha gengival com instrumentos ultrassônicos e manuais. Isso impede que a placa bacteriana siga avançando e inflamando os tecidos periodontais.
Polimento e avaliação aprofundada
Após a remoção do tártaro, os dentes são polidos para dificultar a nova adesão de placa e, em muitos casos, o veterinário realiza radiografias dentárias para identificar lesões ocultas na raiz ou abscessos.
Indicação de extrações quando necessário
Se algum dente estiver muito comprometido pela doença periodontal, o veterinário pode indicar a extração, que alivia dor, melhora a mastigação e evita infecções persistentes.