Cão jogado no mar por adolescentes do 'caso Orelha' é adotado por delegado
Caramelo foi deixado no mar por um dos adolescentes

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, adotou o cão Caramelo, que também foi alvo de maus-tratos pelos adolescentes que agrediram Orelha, cachorro comunitário que passou por eutanásia na Praia Brava, em Santa Catarina.
Em uma vídeo emocionante nas redes sociais, ele anunciou a adoção do animal. "Seja a diferença, faça a diferença", escreveu o delegado. Veja o vídeo neste link.
Caramelo foi pego no colo por um dos garotos e levado para dentro do mar. Ele foi deixado lá pelo adolescente, mas conseguiu sair da água.
Os adolescentes também são investigados por essa ação.
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Morte de Orelha
O cão comunitário Orelha foi brutalmente agredido e foi encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, em Santa Catarina. Ele chegou a ser levado a um veterinário, mas passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Quatro adolescentes são suspeitos de terem cometido o crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão da PC nessa segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão em viagens programadas aos EUA.
Os adolescentes também são alvos de investigação por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e sobreviveu.
Três homens, um advogado e dois empresários foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. Dentre eles, estão pais e um tios dos adolescentes.
O caso causou revolta nas redes sociais. Diversos famosos e políticos se manifestaram pedindo justiça pelo cão.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



