Familiares dos adolescentes envolvidos na
Três homens, um advogado e dois empresários, foram ouvidos e indiciados pelo crime de coação no curso do processo. Dentre eles, estão pais e um tios dos adolescentes. Os menores ainda não foram interrogados pelas diligências. A polícia cumpre medidas cautelares e ainda não obteve todos os mandados judiciais necessários para realizar as oitivas.
Nessa segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências tanto de adolescentes quanto dos adultos que teriam coagido as testemunhas. Na ocasião, os policiais recolheram celulares e eletrônicos que vão ser analisados e podem reforçar as provas já reunidas pela polícia.
Além do caso do cachorro Orelha, a polícia também investiga um segundo episódio de maus-tratos envolvendo um cão caramelo, que teria sido levado ao mar por um adolescente, mas conseguiu sobreviver.
Segundo a Polícia Civil, a investigação ouviu mais de 20 pessoas e analisou mais de 72h horas de imagens de 14 câmeras de monitoramento, mais de mil horas de gravações.
Relembre o caso
O cão Orelha, que tinha 10 anos, foi encontrado agonizando por uma moradora. Ele teria sido agredido com pauladas por um grupo de adolescentes que estava pelo local. Orelha precisou passar por eutanásia, processo de morte assistida, devido à gravidade dos ferimentos.
O cachorro vivia sob os cuidados da comunidade ao entorno da Praia Brava, em Florianópolis, em Santa Catarina. Moradores contam que Orelha era dócil e mantinha boa relação com os moradores e outros animais da região.
Repercussão Nacional
O caso gerou grande comoção e repercutiu nacionalmente. Nas redes sociais, milhares de postagem buscam justiça pela morte do cachorro. Alguns
A morte de orelha também indignou autoridades políticas.
Na região onde o cachorro vivia, moradores se reuniram em protestos com cartazes e roupas estampadas com a cara do animal.