O segundo motivo da queda da presidente da Caixa

Além da pressão do centrão, a gestão de Rita Serrano estava desagradando oposição e a base

Rita Serrano, ex-presidente da Câmara Econômica Federal

Além da pressão do Partido Progressistas, de Arthur Lira, para assumir o comando da Caixa Econômica Federal, a “falta de traquejo político” da ex-presidente da estatal, Rita Serrano, também contribuiu para que ela perdesse o cargo.

Deputados da base e da oposição reclamavam, constantemente, que não estavam sendo atendidos pela gestora. Em meados do ano, quando foi ventilada a possibilidade de queda de Serrano, o fato de ela não atuar de forma política já vinha sendo elencado como um problema, como foi adiantado pela coluna. O mesmo ponto foi o calcanhar de Aquiles ex-jogadora de vôlei, Ana Moser, que perdeu o Ministério dos Esportes para o deputado federal André Fufuca (PP).

No caso de Serrano, a demora para a liberação de recursos, a resistência a demandas políticas e um anúncio atrapalhado de taxação do Pix (sobre o qual o governo voltou atrás) formaram um tripé fatal.

Nesta quarta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, o economista Carlos Antônio Vieira Fernandes, que é funcionário de carreira da instituição substituirá Rita Serrano, que comandava a Caixa desde o início da gestão do petista. O nome de Carlos Antônio Vieira Fernandes foi pelo PP que também reivindica as vice-presidências do banco. Por ironia do destino, os mesmos que cobram indicações técnicas não suportam conviver com um quadro técnico que não faça política.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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