Nova RRF deve ser enviada ao Congresso até o final do ano

O Ministério da Fazenda está aprimorando a minuta do projeto que prevê as mudanças no Regime de Recuperação Fiscal

Ministério da Fazenda elabora novo Regime de Recuperação Fiscal

O Governo Federal planeja enviar para a Câmara dos Deputados, até o fim do ano, o projeto do novo Regime de Recuperação Fiscal. A proposta, que está sendo remodelada pelo Ministério da Fazenda, é diferente da RRF apresentada pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). A gestão atual reconhece que é preciso criar um instrumento para que os estados negociem as dívidas que têm com a União. No entanto, o novo texto exclui exigências como o congelamento de salários, privatização de estatais e suspensão de concursos públicos, questão que foi superada por decisão do Supremo Tribunal Federal, em julho.

A reformulação do Regime de Recuperação Fiscal faz parte chamado ‘Novo Ciclo de Cooperação Federal’, que inclui medidas diversas de equilíbrio financeiro entre União, estados e municípios. Em relação à RRF, o objetivo é alterar a Lei Complementar com o intuito de deixar o instrumento mais focado em geração de resultados fiscais, criando incentivos para que os estados atinjam as metas fiscais e reduzindo a burocracia no controle. A proposta inclui garantias da União para projetos de Parcerias Público-Privadas. A avaliação do governo é que o regime atual impõe regras excessivas que desrespeitam as peculiaridades de cada estado e travam projetos que podem reduzir os custos estaduais. A ideia central da nova proposta é criar incentivos para a boa performance fiscal.

Reivindicação

Em maio, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO); do Rio Grande Sul, Eduardo Leite (PSDB-RS); do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ); e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para reivindicar mudanças no Regime de Recuperação Fiscal. Na lista de pedidos, está a ampliação do prazo para pagamento da dívida, alteração do indexador de pagamento, aumento da receita para contratação de crédito e o aumento do teto de gastos.

Minas Gerais ainda não aderiu ao regime. O projeto de adesão, enviado pelo governo à Assembleia Legislativa em 2019, foi desarquivado na última terça-feira (11).

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Ouvindo...