As chances de Pacheco para o Supremo Tribunal Federal

A princípio, além da vaga ocupada por Cristino Zanin, Lula poderia fazer apenas mais uma indicação, para a cadeira que será desocupada em outubro. No entanto, caso dois ministros resolvam antecipar suas aposentadorias, o petista poderá indicar mais dois nomes

Presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco

O nome do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), vem sendo ventilado como uma possibilidade de indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, para que isso aconteça, ou Pacheco teria que deixar a presidência do Congresso antes do prazo previsto, ou dois ministros do STF teriam que se aposentar antes da idade limite.

Presidência do Senado

Isso porque, o mandato de Pacheco na presidência do Senado termina em fevereiro de 2024. A próxima vaga no Supremo Tribunal Federal será desocupada em outubro deste ano, quando a presidente da Corte, Rosa Weber, completa 75 anos. Para que Pacheco assumisse esta vaga, ele teria que deixar a presidência do Senado ainda em 2023, cenário que poderia desestabilizar as estratégias do Governo federal, que tem conseguido um ambiente estável para debater e aprovar as pautas prioritárias do Governo Lula.

Aposentadorias

As próximas vagas devem ficar disponíveis após o fim do mandato de Lula. Na sua gestão, em tese, o petista indicaria apenas dois ministros. O advogado Cristiano Zanin já foi indicado para o lugar do ministro Ricardo Lewandowski, que se aposentou neste ano, e a próxima indicação seria para a cadeira de Rosa Weber. No entanto, há potencial de indicação de mais duas vagas, caso os dois ministros resolvam antecipar suas aposentadorias. São eles: Luís Roberto Barroso (68), que completa 75 anos em março de 2030 e Carmém Lúcia (69) que completa idade para aposentadoria compulsória em abril de 2029.

Nos bastidores, entre políticos, circula a informação de que Carmém Lúcia poderia assumir, dentro do mandato de Lula, a embaixada brasileira na Itália. Procurada pela coluna, a ministra ainda não se posicionou.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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