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Com o Senado fechado em torno de Rodrigo Pacheco, Lula poderá ter problemas para aprovar a indicação de seu advogado-geral da União. Decisão de Pacheco de encerrar a carreira política deixa esse campo político sem candidatura ao governo de Minas

Rodrigo Pacheco é o nome desejado pelo Senado Federal e pela maioria dos ministros do STF: antes de se tornar político em 2014, já era um jurista de carreira reconhecida.
O senador é uma das lideranças mais preparadas da política mineira, talvez a única que hoje transite da esquerda à direita, sem transigir com valores democráticos. Ele é também nome que gerou grande expectativa não apenas da parte de Lula, mas por um espectro amplo de forças políticas e movimentos acadêmicos, culturais, empresariais para que concorresse ao governo de Minas. E tem o que mostrar: foi o autor, por exemplo, do projeto de lei complementar que resultou no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas de Estados (Propag), desenhado a pedido de Tadeu Leite (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, para resolver um problema estrutural da dívida de Minas com a União. Mas Pacheco neste momento não quer concorrer ao governo de Minas, como desejaria Lula. Ele disse ao presidente que gostaria de encerrar a sua carreira política ao final de seu mandato, em 2026. Sem Pacheco na disputa, esse campo político fica em situação complicada, ainda sem nome para apresentar, o que fragiliza inclusive, a própria campanha à reeleição de Lula em Minas.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


