A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) intensificou as operações de combate à pesca predatória durante o período da
Além das redes, a operação resultou na apreensão de três tarrafas (rede de pesca circular), seis caixas de isopor e uma embarcação. A ação estratégica ocorreu no momento em que os peixes sobem o rio para a reprodução, fase que se estende até o dia 28 de fevereiro no estado.
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Destinação social
Diferente de outros materiais que permanecem retidos, os peixes apreendidos tiveram um destino social imediato. Através de uma parceria com a Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), os peixes foram doados para instituições locais, garantindo alimentação de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade.
As entidades beneficiadas foram Centro Pop e Lar São Vicente; Chácara Emaús; Espaço de Acolhimento Provisório (EAP) e Centro Integrado da Pessoa Idosa Antônio Rodrigues.
Tolerância zero e monitoramento 24h
Respaldada pelo Decreto Municipal nº 545/2025, a fiscalização proíbe não apenas a pesca, mas também o transporte e a comercialização do pescado durante este período. O uso de apetrechos predatórios, como as malhadeiras, é rigorosamente vetado.
A dinâmica de trabalho da Semma é estratégica, com rondas 24 horas por dia, incluindo madrugadas, tanto por terra quanto pelos rios.
“Os horários das operações não são divulgados para evitar que infratores tentem burlar o trabalho das equipes”, informou a Secretaria. Para garantir a segurança em áreas isoladas, a atuação conta com o suporte diário da Guarda Municipal de Marabá (GMM) e da Polícia Militar. As equipes utilizam embarcações próprias e equipamentos de proteção, monitorando desde os cursos d'água até os pontos de venda final no município.
Importância da Piracema
Iniciada em 1º de novembro, na maioria dos estado, a piracema é o intervalo vital para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Ao coibir a pesca ilegal, a Semma busca assegurar a manutenção das espécies para as futuras gerações, preservando a biodiversidade que sustenta os rios Tocantins e Itacaiúnas.
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Calendário nacional e regionais
De acordo com as diretrizes do Ministério da Pesca e Aquicultura, em grande parte do território nacional o defeso seguiu o cronograma padrão, encerrando-se oficialmente no dia 31 de janeiro de 2026. No entanto, em diversas regiões, a restrição é estendida para garantir o ciclo completo de reprodução das espécies.
Exemplos de
- Mato Grosso: 1° de outubro a 31 de janeiro
- Goiás: 1° de outubro a 31 de março
- Santa Catarina: 1° de outubro a 31 de janeiro
- São Paulo: 1° de novembro a 28 de fevereiro
- Minas Gerais: 1° de novembro a 28 de fevereiro
- Tocantins: 1° de novembro a 28 de fevereiro
- Paraná: 1° de novembro a 28 de fevereiro
- Rio de Janeiro: 1° de novembro a 28 de fevereiro
- Mato Grosso do Sul: 5 de novembro a 28 de fevereiro
- Amazonas: 1° de dezembro a 31 de maio
- Piauí: 15 de novembro a 16 de março
- Pará: 1° de novembro a 28 de fevereiro
Com informações de Osvaldo Henriques/Semma