Pesquisadores gaúchos intensificaram, na última semana, o monitoramento de
O monitoramento é realizado mensalmente e abrange nove municípios da fronteira: Arroio Grande, Pedro Osório, Herval, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Candiota, Hulha Negra, Bagé e Aceguá, totalizando 320 quilômetros percorridos por mês ao longo das beiras de estrada. Até o momento, não há registros da espécie de mamangava invasora no estado.
Ameaça à biodiversidade
A mamangava europeia foi introduzida no Chile para auxiliar na polinização de cultivos como o tomate. No entanto, sua chegada ao território brasileiro preocupa especialistas devido ao potencial de desequilíbrio ambiental.
- Competição: espécie exótica disputa néctar e pólen com as abelhas nativas.
- Doenças: existe o risco de transmissão de patógenos para as populações locais.
“O objetivo é gerar subsídios para ações de conservação e políticas públicas”, explicou a pesquisadora Sidia Witter, coordenadora do estudo.
Ciência e pecuária no bioma Pampa
Uma das frentes do projeto acontece no centro de pesquisa de Hulha Negra (RS). Lá, cientistas utilizam o cultivo de leguminosas como o trevo vermelho e a ervilhaca para atrair e estudar as mamangavas. Além de servirem como alimento para as abelhas, essas plantas ajudam na recuperação do solo e na melhoria das pastagens.
Flora nativa do Bioma Pampa
Essa integração demonstra que a preservação das abelhas e a
Como identificar e colaborar
A pesquisa conta com o apoio de instituições como a USP, Ibama e universidades gaúchas. A orientação para a população e produtores da região é que caso aviste uma mamangava com características diferentes das nativas, não mate o inseto.
O que fazer ao encontrar uma suspeita de mamangava europeia:
- Tire uma fotografia nítida.
- Registre a localização exata (coordenadas ou ponto de referência).
- Envie as informações para o e-mail: muse.ento.rgc@gmail.com.