O Brasil conquistou um acesso inédito ao
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Cotas progressivas e tarifas reduzidas
O acordo prevê uma cota final de 25 mil toneladas anuais (carne in natura ou industrializada). A grande vantagem competitiva está na taxa: dentro da cota, o imposto será de € 83 por tonelada, valor substancialmente inferior às tarifas padrão da UE, que costumam inviabilizar embarques de cortes processados, como presuntos.
A ABPA detalha que a abertura não será imediata:
- Gradualismo: a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais.
- Evolução: o volume crescerá progressivamente até atingir o teto de 25 mil toneladas no sexto ano.
Desafio sanitário e estratégia de mercado
Apesar do avanço tarifário, o Centro de Pesquisas Cepea ressalta que o impacto nos embarques será limitado inicialmente, já que a cota é pequena perto do volume total exportado pelo Brasil. Além disso, a ABPA lembra que a utilização dessa cota depende da conclusão de trâmites burocráticos, como a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.
Para pesquisadores, a importância da UE não é o volume imediato, mas a “capilaridade”. Estar presente no mercado europeu chancela a qualidade da carne brasileira para o resto do mundo, reforçando a estratégia nacional de diversificação de destinos.
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