O Governo de São Paulo anunciou a ampliação do monitoramento técnico e sanitário sobre o fluxo internacional de pescado. A medida visa proteger a
São Paulo é hoje o segundo maior produtor nacional da espécie,
Tilápia domina e consumo de peixe deve crescer 30% na Semana Santa Recorde histórico: produtor de tilápia vive o melhor momento da história em janeiro Brasil rompe barreira histórica e ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes em 2025
Ameaça global: o vírus TiLV
O principal alvo do monitoramento é o
“Diferentemente de alguns países asiáticos que utilizam estruturas isoladas, o modelo brasileiro em reservatórios abertos exige vigilância constante. O controle na origem e o monitoramento do fluxo internacional são fundamentais”, alertou Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR.
Ações de defesa e pesquisa
O Secretário Geraldo Melo Filho destacou que proteger o status sanitário é uma questão de segurança alimentar e econômica. “Nossas equipes de sanidade e pesquisa são fundamentais para definir estratégias que permitam o avanço contínuo da cadeia”, afirmou.
As instituições estaduais, como o Instituto de Pesca (IP-APTA) e a Defesa Agropecuária, intensificaram protocolos de biossegurança e rastreabilidade. Para a coordenadora do IP, Cristiane Neiva, a prevenção é o pilar da sustentabilidade: “A introdução de enfermidades exóticas pode comprometer toda a estrutura industrial e os empregos associados”.
Cenário federal e mercado
A iniciativa paulista acompanha o movimento do Ministério da Agricultura (MAPA), que em 2024 suspendeu cautelarmente importações de determinados mercados para realizar uma Análise de Risco de Importação (ARI).
A relevância da tilápia para a economia paulista é tanta que, em 2025, a espécie foi oficialmente incorporada ao Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado, consolidando-se como a proteína de pescado mais consumida pelos paulistas.