Minas Gerais se consolidou como um polo estratégico para a indústria voltada ao campo. No terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro alcançou R$ 290,1 bilhões, impulsionado por um grande desempenho do
O cenário atraiu a empresa paulista Massari Fértil, que anunciou recentemente sua fusão com a Morro Verde, tradicional produtora de fosfatados em Pratápolis, no Sul de Minas. A operação expande a presença da empresa de Salto de Pirapora (SP) em território mineiro e projeta um salto de 40% no faturamento e na produção da unidade.
Tecnologia e independência química
O foco da fusão é transformar a mineradora de Pratápolis em um centro tecnológico para a produção de fertilizantes minerais mistos. “Nosso objetivo é trazer tecnologia pioneira para a unidade de Minas Gerais e, assim, reduzir a dependência de insumos importados no campo”, destacou o diretor de operações da Massari, Marcos Gaio.
A escolha de Pratápolis é tática: a localização permite o atendimento ágil a quatro dos principais cultivos do estado: soja, milho, café e cana-de-açúcar.
A chegada a Minas Gerais é parte de um plano de expansão iniciado em 2022, que prevê novos projetos no Mato Grosso e em Goiás para 2026.
Investimento de R$ 24 milhões e salto produtivo
Antes mesmo da fusão, a Morro Verde finalizou um ciclo de modernização de R$ 24 milhões. O aporte foi destinado à atualização do parque industrial com novos moinhos e britadores. Como resultado, a capacidade produtiva da planta saltou de 500 mil toneladas para 1,5 milhão de toneladas anuais.
Com a nova estrutura, as empresas planejam lançar um fertilizante “semi-brasileiro”, unindo o fósforo importado do Peru ao fosfato natural reativo extraído diretamente da mina em Minas Gerais. A iniciativa é uma resposta direta ao cenário nacional: em 2025, o Brasil bateu recorde histórico de importação de fertilizantes,