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Qual é a importância da vacinação na infância? Pediatra responde as principais dúvidas

As vacinas funcionam no organismo estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos contra doenças infecciosas

A vacinação é o meio mais seguro e eficaz de nos protegermos contra doenças infecciosas e preservar a saúde pública. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui, desde a infância, para reduzir a disseminação de vírus e bactérias.

Atualmente, 22 vacinas compõem a lista do Ministério da Saúde e estão disponíveis no SUS gratuitamente. Você sempre ouve falar que as vacinas salvam vidas, mas sabe o que elas fazem no organismo?

‘As vacinas são produtos biológicos que estimulam a defesa do corpo contra algum microrganismo, seja vírus ou bactéria, que podem provocar doenças. Elas são produzidas a partir de microorganismos enfraquecidos, mortos ou a partir de alguma parte deles’, explica a médica pediatra do Hospital Vila da Serra, Patrícia Cruz.

Os imunizantes funcionam no organismo estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos, que são proteínas que agem em defesa do nosso organismo. As vacinas são ‘programadas’ para reagir e frear a ação de agentes estranhos.

A especialista destaca que as vacinas ensinam o nosso organismo a se defender de forma eficaz quando acontece a infecção pelo vírus ou pela bactéria. A defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico. 'É assim vai fazer com que essa ação inimiga seja muito limitada ou que muitas vezes não aconteça’, reforça Patrícia.

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A importância da vacinação

Ter a vacinação em dia é importante em qualquer fase da vida, principalmente para quem vai gerar uma nova vida. Sabia que um bebê que nasce de uma mãe com calendário de vacinação completo recebe benefícios dos anticorpos da mãe? Sim!

‘Os anticorpos que a mãe já tem ou que podem ser estimulados através da vacinação passam para o bebê durante a gestação via placentária, trazendo uma importante defesa. Principalmente nos primeiros meses de vida do bebê', explica a médica.

Além disso, a mãe com o calendário vacinal em dia também vai proteger o bebê através do aleitamento materno. ‘O leite materno é principal alimento na infância até os dois anos de idade e ele tem uma importância não só nutricional, mas também é importante no desenvolvimento do sistema imunológico do bebê', afirma Cruz.

Por qual razão é necessário vacinar bebês?

Os anticorpos passados pela mãe para o bebê, através da placenta da mãe e do aleitamento materno, não são suficientes para manter a defesa da criança. Por isso, a vacinação na infância é tão importante, desde os primeiros dias de vida.

A médica pediatra destaca a importância de seguir o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização, onde estão estabelecidas as vacinas que devem ser aplicadas para cada idade. A especialista afirma que é necessário levar a carteira de vacinação da criança ao pediatra para que ele possa orientar a forma mais adequada.

Os 5 maiores preconceitos e fake news em relação a vacina

Infelizmente, ainda há pessoas que não acreditam na vacinação ou têm medo devido a disseminação de fake news. Entre as maiores mentiras em relação às vacinas estão: ‘vacinas causam autismo'; ‘vacinas contém Mercúrio e outros produtos químicos prejudiciais'; ‘vacinas não são necessárias porque as doenças já estão erradicadas'; ‘imunidade natural é melhor que a imunidade adquirida através das vacinas'; ‘não há evidências que as vacinas são seguras e eficazes'; ‘a vacina mudará permanentemente seu DNA’.

‘Não acreditem nesse tipo de informação porque elas não estão baseadas em evidências científicas e fazem apenas com que as pessoas se sintam confusas diante de uma opção que existe e que já comprovada a sua eficácia em relação à prevenção de várias doenças em todas as idades’, ressalta a médica.

Os 5 principais benefícios das vacinas na infância

A vacinação oferece uma série de benefícios não só para as pessoas que foram vacinadas, mas também para comunidade em geral. Entre os benefícios de manter a caderneta infantil em dia a pediatra destaca:

  • Erradicação e controle de doenças;
  • Prevenção de doenças infecciosas;
  • Proteção da saúde coletiva;
  • Prevenção de complicações graves e óbitos;
  • Segurança e eficácia comprovadas.

Além das vacinas do calendário nacional de imunização, preciso dar vacinas em clínicas privada? Quando elas são indicadas?

O Programa Nacional de Vacinação brasileira é citado como uma referência Mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS).

‘O que foi alcançado pelo Brasil em imunização está muito além do que foi conseguido por qualquer outro país de dimensões continentais como nosso’, afirma a pediatra.

No entanto, ainda há vacinas que não são contempladas pelo programa nacional. Essas vacinas são aplicadas na rede privada em alguns programas especiais de vacinação do Governo, para crianças que tiveram reações graves ou em casos onde há necessidade de se ampliar a cobertura para alguns subtipos de Agentes infecciosos, sejam virais ou bacterianos.

‘Tanto na rede pública quanto na rede privada as vacinas são extremamente eficientes o que acontece é que na rede privada existem as opções de vacinas que podem ser menos reações adversas, como acontece com a vacina hexavalente ou pentavalente. Mas a reação das vacinas é extremamente individual e representa uma porcentagem muito pequena da população’, explica a médica.

O que pode acontecer com crianças que não são vacinadas?

As crianças não vacinadas correm o risco de manifestarem várias doenças, que podem ser fatais e prejudicar a saúde pública. Além de implicações jurídicas uma vez que a vacinação é um direito do seu filho e está bem estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente.

‘O maior investimento para os nossos filhos é a vacinação. Manter a caderneta de vacina em dia é extremamente importante. Não deixe de vacinar seu filho, procure agora a caderneta de vacina do seu filho e leve ao posto saúde mais próximo de você', ressalta a médica pediatra do Hospital Vila da Serra, Patrícia Cruz.

As seguintes vacinas compõem a lista do Ministério da Saúde e estão disponíveis no SUS gratuitamente:

  1. BCG
  2. Hepatite B
  3. Penta
  4. Pólio inativada
  5. Pólio oral
  6. Rotavírus
  7. Pneumo 10
  8. Meningo C
  9. Febre amarela
  10. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  11. Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
  12. DTP
  13. Hepatite A
  14. Varicela
  15. Difteria e tétano adulto (dT)
  16. Meningocócica ACWY
  17. HPV quadrivalente
  18. dTpa
  19. Covid-19
  20. Influenza (ofertada durante Campanha anual)
  21. Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)
  22. Dengue

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