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Qual a importância da vacinação na infância? saiba as recomendações

Imunizantes estimulam o organismo a proteger a pessoa contra infecções e doenças

A vacinação é uma das mais seguras e eficazes estratégias para preservar a saúde da população. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.

Em Minas Gerais, a vacina contra a dengue começa a ser aplicada em março. A imunização será para crianças de 10 e 11 anos, em 22 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e a região do Vale do Aço.

Para estimular o sistema imune do organismo a proteger a pessoa contra infecções ou doenças, as vacinas devem ser tomadas desde o nascimento. ‘A vacinação na infância é essencial para a proteção contra doenças infecciosas que podem causar complicações graves e até mesmo fatais’, afirma a pediatra Claudia Drumond, em entrevista à Itatiaia.

Seguras e eficazes

As vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde são seguras e eficazes e passam por um rigoroso processo de desenvolvimento, testes e monitoramento contínuo para avaliar sua segurança e eficácia.

‘Antes de serem aprovadas para uso, elas são submetidas a vários estágios de ensaios clínicos. Após a aprovação, há um monitoramento constante para detectar qualquer efeito adverso raro. A transparência dos dados e estudos científicos, bem como o endosso de organizações de saúde respeitadas, reforçam a confiança na vacinação’, reforça a pediatra.

Qual a recomendação para cada faixa etária?

A Sociedade Brasileira de Pediatria segue o calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde, que recomenda vacinas específicas para cada faixa etária, desde o nascimento até a adolescência.

Isso inclui vacinas contra hepatite B, tuberculose (BCG), poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b, pneumocócicas, meningocócicas, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV (para pré-adolescentes), COVID, entre outras. 'É fundamental seguir esse calendário para garantir a proteção adequada em todas as fases do desenvolvimento infantil’, diz a médica.

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As seguintes vacinas compõem a lista do Ministério da Saúde e estão disponíveis no SUS gratuitamente:

1. BCG

2. Hepatite B

3. Penta

4. Pólio inativada

5. Pólio oral

6. Rotavírus

7. Pneumo 10

8. Meningo C

9. Febre amarela

10. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

11. Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)

12. DTP

13. Hepatite A

14. Varicela

15. Difteria e tétano adulto (dT)

16. Meningocócica ACWY

17. HPV quadrivalente

18. dTpa

19. Covid-19

20. Influenza (ofertada durante

Campanha anual)

21. Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)

22. Dengue

Desenvolvimento saudável

‘Manter o cartão de vacinas em dia é crucial para assegurar que a criança esteja protegida contra doenças que podem afetar seu desenvolvimento físico e mental’, explica a especialista. A vacinação completa contribui para um crescimento saudável, permitindo que a criança atinja seus marcos de desenvolvimento sem as interrupções que doenças evitáveis poderiam causar. Além disso, ela reduz a possibilidade de complicações de saúde a longo prazo.

Qual a orientação para os pais e responsáveis em períodos de surto?

Durante períodos de surto de doenças preveníveis por vacinas, é ainda mais crucial que os pais e responsáveis verifiquem o status de vacinação de suas crianças e busquem orientação médica para atualização das vacinas, se necessário. ‘Isso não apenas protege a criança, mas também ajuda a controlar e prevenir a propagação de doenças na comunidade. A vigilância e ação rápida em períodos de surto são fundamentais para a saúde pública. Seguir as recomendações de vacinação é um ato de responsabilidade com a saúde da criança e da comunidade como um todo’, relata a médica.

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Giullia Gurgel é estudante de jornalismo e estagiária da Itatiaia.
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