O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, decidiu retirar parcialmente o sigilo de uma
No documento, Toffoli justifica a publicidade da decisão ao afirmar que atrasos no cumprimento de ordens judiciais colocaram a investigação em risco concreto. Segundo o ministro, a demora poderia resultar na fuga dos investigados e na destruição de provas, o que motivou a divulgação do teor do despacho.
A retirada do sigilo ocorre em meio a pedidos urgentes apresentados pela Polícia Federal. De acordo com os autos, Zettel tinha voo marcado para Dubai na madrugada de 14 de janeiro, enquanto Tanure havia viajado para Curitiba no mesmo período. Diante do cenário, Toffoli autorizou buscas pessoais em aeroportos, apreensão de passaportes e celulares, proibição de saída do país e a prisão temporária de Zettel por 24 horas.
No despacho tornado público, o ministro registra críticas à atuação da Polícia Federal. Toffoli menciona o que classificou como falta de comprometimento no cumprimento de determinações anteriores, que deveriam ter sido executadas no prazo de 24 horas. Para o relator, a não execução das ordens dentro do prazo comprometeu a eficácia das medidas cautelares.
Além de autorizar as diligências, Toffoli determinou que o diretor geral da Polícia Federal preste esclarecimentos à Corte no prazo de 24 horas. O ministro também definiu que todo o material eventualmente apreendido seja encaminhado diretamente ao Supremo Tribunal Federal. A decisão prevê que a publicação oficial do despacho ocorra a partir do meio dia de 14 de janeiro. Segundo Toffoli, a retirada parcial do sigilo foi necessária para registrar a urgência das medidas adotadas e assegurar o controle judicial direto sobre a investigação em curso.