Reconstruir unidade do PT é o primeiro passo, diz Leninha após eleição interna do partido

O principal desafio, agora, é reconstruir a unidade dentro do PT, fraturado pela conturbada eleição estadual da legenda

Presidente estadual eleita do PT de Minas Gerais, Leninha

O primeiro desafio de Leninha, recém eleita presidente do PT de Minas Gerais, será reconstruir a unidade dentro do partido, fraturado pela conturbada eleição estadual da legenda. A avaliação é da própria deputada estadual, que afirmou em coletiva de imprensa que é preciso “buscar a unidade necessária para os enfrentamentos” que são “maiores” do que as disputas internas. A eleição de Leninha foi confirmada pelo PT do estado nesta terça-feira (15), após a eleição no último domingo (13).

“É muito normal depois de um processo de disputa, sempre há acordos, composição com as diversas forças que compõem o partido e que disputam o partido. Então, isso não é novidade. E a segunda coisa, nós não queremos deixar para o ano que vem toda a nossa conversa sobre a importância do PT, sobre a importância de Minas Gerais no contexto nacional. É muito importante a gente discutir que a prioridade é a reeleição do presidente Lula, mas também a ampliação de nossas bancadas federais e estaduais e a nossa discussão sobre a chapa majoritária aqui de Minas Gerais”, defende.

Sobre como buscar a unidade dentro do partido, Leninha defende a importância da “maturidade política” de todos os envolvidos no pleito deste ano. “As pessoas que disputaram comigo, a Dandara, o Juanito, o Esdras, são pessoas maduras o suficiente para entender que nós temos que encerrar esse ciclo, recomeçar um outro ciclo buscando essa unidade. Trazendo essa divergência, mas buscando a unidade. E eu penso que para isso a gente tem que ter como foco a nossa prioridade agora, que é isso, reorganizar o partido nas bases, visitar os diretores, os presidentes e presidentas eleitas do estado”, afirma.

Pacheco e eleições de 2026

A deputada estadual ainda frisou que vai realizar um congresso no estado, que será um momento de reaproximação de todas as forças, e também participará do congresso nacional da legenda. “Minas Gerais não é uma ilha isolada do Brasil”, sustenta.

Sobre a chapa majoritária para as eleições de 2026 em Minas Gerais, Leninha reforçou o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o ex-presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), é o “plano A” e que já foi anunciado pelo chefe de Estado como candidato.

“Para a gente é um estadista importante, à altura de Juscelino Kubitschek, do próprio Tancredo Neves. Nós estamos falando da prática da boa política, de pessoas que tem não só a robustez, mas tem também um perfil para fazer com que Minas Gerais, de fato, também tenha um outro debate que não é o que está colocado aí nas disputas. Então, o Pacheco, de fato, como disse, já foi apresentado pelo Lula e com certeza nós vamos respeitar também a orientação, mas nós vamos fazer essa construção junto com todos que constroem o PT também e ampliando, é claro, esse leque de aliança entre os partidos que podem vir formar o palanque de Lula em Minas Gerais”, conclui.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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