“Pautas-bomba” que tramitam no Congresso Nacional têm impacto orçamentário de até R$ 30 bilhões para os municípios de Minas Gerais. No Brasil, levando em consideração todos os 5.500 municípios, o impacto é de R$ 270 bilhões. As informações são do prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido).
“Olha, nós temos mais de 200 propostas de pisos salariais em Brasília, mas para citar somente as nove que estão com a tramitação mais avançada, são aposentadorias especiais, insalubridade, pisos salariais, só essas nove elas têm um impacto estimado só para os municípios de Minas Gerais em torno de R$ 30 bilhões”, explica.
“O que a gente está vivendo é uma loucura. Se tudo isso for aprovado, vai fechar as portas de uma série de prefeituras, vai acabar por inviabilizar os municípios que já tem uma realidade que é muito difícil. Muitos municípios de Minas Gerais hoje não têm recurso para varrer rua, para fazer limpeza, para poder tapar buraco, estão só pagando o salário, mesmo assim com muita dificuldade. O endividamento dos municípios mineiros e brasileiros ele está atingindo níveis alarmantes”, acrescenta.
Ele reforça que seu trabalho de articulação em Brasília representa um “grito de socorro” para que deputados federais e senadores entendam a gravidade do que ocorre na ponta. “(Queremos) aporte de recursos, porque ninguém é contra um piso salarial para uma para uma categoria, como os garis, como os professores, enfim, como os agentes comunitários de saúde que merecem, sim, salubridade lá no meu município. Então, o que a gente está pleiteando é que tenha mais recursos”, pontua.