Prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (sem partido) pode se filiar ao Republicanos e compor uma chapa como vice do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). A informação foi revelada pelo próprio prefeito em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (24).
“Tem chance (de filiação). Eu tenho uma conversa com Republicanos. Existe um diálogo que já vem de algum tempo, é o partido do Tarcísio, que é governador de São Paulo, é o partido do senador Cleitinho, pessoa que eu tenho uma excelente relação e é um partido que vai ao encontro do que a gente está procurando, pensando no futuro de Minas Gerais”, destacou o prefeito.
Questionado se tentaria se lançar ao governo de Minas em uma chapa com Cleitinho Azevedo, Falcão não descartou a possibilidade, mas frisou que o momento é de se “discutir o futuro do estado”. “Não podemos bater o prego em nenhuma chapa agora. A gente quer reunir o maior número de pessoas possíveis que pensem no futuro de Minas Gerais, e que, independentemente de nome, de vaidade, que a gente olhe para a frente. Não tenho problema, não tenho exigência nenhuma, mas posso participar da chapa, é uma possibilidade, sim”, afirmou.
Ele ainda diz que não descarta se lançar à Câmara dos Deputados. “É uma possibilidade porque na nossa região sempre tivemos deputado federal, já tivemos até senador, vice-governador, enfim”, concluiu.
Composição em eventual governo
Falcão anda foi perguntado se comporia um governo chefiado por Mateus Simões (PSD), com que recentemente teve atritos políticos, ou Rodrigo Pacheco (PSD), que é o prefeito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Palácio Tiradentes.
“Eu estou bem focado na prefeitura de Patos de Minas, nós temos muitas entregas para fazer esse ano, muita coisa nova para anunciar, obra para inaugurar, eu tenho também uma obrigação, um compromisso com a Associação Minas de municípios e independente de candidatura, eu acredito que os prefeitos, que os municípios, os vereadores, esse municipalismo, ele tem uma responsabilidade nessa eleição, que é olhar para a frente e apresentar um projeto de futuro para Minas Gerais. O que vai acontecer depois... é muito prematuro ainda a gente pensar em compor governo, mas eu não faria parte de um governo com o qual eu não concordo”, pontua.