O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (5) que o governo brasileiro acompanha diariamente a situação na fronteira com a Venezuela e está preparado para reforçar as equipes de atendimento caso haja aumento no fluxo migratório em decorrência do conflito no país vizinho.
“Estamos preparados para, se for preciso, aumentar as equipes. Até o momento, estamos monitorando a fronteira diariamente e não houve aumento do fluxo migratório”, afirmou Padilha após evento com a Anvisa nesta segunda, no Ministério da Saúde. Segundo o ministro, a ausência de movimento também se explica pelo fechamento da fronteira.
Padilha destacou que conflitos armados causam impactos diretos nos sistemas de saúde e reforçou que o Brasil mantém disposição para prestar ajuda humanitária à população venezuelana. “Um conflito bélico como esse tem impactos no sistema de saúde. O Brasil sempre estará à disposição para ajudar esse povo, por razões humanitárias”, disse ele.
O ministro também relembrou a cooperação entre os dois países durante a pandemia de Covid-19. “Não podemos esquecer que, quando faltou oxigênio no Brasil, a Venezuela ajudou o nosso país”, afirmou.
De acordo com Padilha, informações confirmadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indicam que um centro de distribuição de medicamentos para hemodiálise na Venezuela foi destruído em um ataque bélico. Diante disso, o governo brasileiro atua para mobilizar insumos e medicamentos.
“Tivemos a confirmação de que esse centro foi destruído. Estamos buscando mobilizar insumos para diálise e medicamentos e vamos, sim, dar esse apoio ao povo venezuelano”, concluiu.