O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou nesta quarta-feira (28), que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro não desgasta a imagem do chefe do Executivo. Segundo o parlamentar, reuniões desse tipo não configuram irregularidade e devem ser analisadas à luz das decisões institucionais tomadas pelo governo no caso do Banco Master.
“Não tem problema algum”, declarou Lindbergh ao ser questionado se o encontro, realizado fora da agenda oficial, poderia ser explorado politicamente para desgastar o presidente. Para o deputado, o ponto central do episódio é que o governo não interferiu nas investigações nem tentou proteger interesses privados.
De acordo com Lindbergh, a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master e a atuação da Polícia Federal demonstram que não houve condescendência com irregularidades. “A decisão do governo e do Banco Central foi liquidar o banco. E a decisão da Polícia Federal foi investigar”, afirmou.
O líder petista sustentou ainda que houve pressão política para evitar a liquidação da instituição financeira e viabilizar uma negociação com o BRB, mas que o governo optou por seguir o caminho técnico. “Houve uma movimentação política intensa para defender o Banco Master, mas o Banco Central e o governo decidiram ir por outro caminho”, disse.
Lindbergh classificou o caso como uma investigação de grande dimensão e afirmou que novas revelações devem surgir com o avanço das apurações. Segundo ele, o combate ao que chamou de “andar de cima do crime organizado” é uma diretriz do governo Lula e orienta a atuação da bancada do PT no Congresso.
No Parlamento, o deputado afirmou que a bancada avalia apoiar a instalação de uma CPI sobre o caso, mas ressaltou que as investigações principais já estão sendo conduzidas pela Polícia Federal, pela Receita Federal e pelo Banco Central.