O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou nesta quinta-feira (28) como a “maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado” a megaoperação da Polícia Federal que desarticulou um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
“A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui. Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais”, publicou o presidente em uma rede social.
Lula ainda ressaltou a integração entre forças de segurança e defendeu a continuidade de operações semelhantes no Brasil.
“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, complementou o presidente.
O esquema
A investigação revelou a atuação do PCC em diferentes etapas da cadeia de combustíveis. Um dos principais eixos da fraude era a importação irregular de metanol — produto inflamável e tóxico — usado para adulterar combustíveis e gerar lucros bilionários.
Segundo a PF, a substância chegava pelo Porto de Paranaguá (PR), mas era desviada dos destinatários indicados em notas fiscais e transportada clandestinamente com documentação fraudulenta, em desacordo com normas de segurança.
Mais de 300 postos de combustíveis foram identificados em fraudes qualitativas e quantitativas, lesando consumidores que pagavam por combustíveis adulterados ou em volume inferior ao registrado nas bombas.
Apesar da operação, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que dos 14 mandados de prisão expedidos, apenas seis foram cumpridos.