No púlpito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada estadual Lud Falcão (Podemos) respondeu ao vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sobre uma entrevista concedida ao jornal Estado de Minas, na qual ele afirmou que teria ligado para ela não para ameaçá-la, mas por ela ser vice-líder de governo. A parlamentar, que fez uma longa digressão sobre sua história política e a de seu marido, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, disse que a conversa foi um “reconhecimento” de que ela foi ameaçada.
“Queria lembrar ao vice-governador que chego até aqui pelo meu trabalho, por tudo que eu desempenho. Quando ele fala hoje que ligou para a vice-líder do governo, quantas vezes eu recebi ligações e receberei ligações para construir o governo de Minas Gerais. Cheguei aqui porque sei que esse país, esse estado, precisava de mãos fortes depois de um governo ser destruído pela gestão Pimentel. Pela gestão do PT. Pegamos na mão do governador Romeu Zema para construir um estado melhor. Quando recebo ligações, estas ligações vêm para fazer construções. Nesse caso, essa ligação não foi para ter construção, foi de ameaça, algo que não tinha nada a ver com a minha atuação parlamentar”, afirmou.
Ela seguiu afirmando que Simões ligou para ela porque se sentiu ameaçado quando seu marido “defendeu a dor dos prefeitos”, que “têm que custear serviços do estado sendo que os municípios vivem com o pires na mão”. Ela ainda acusou Simões de desrespeitar o Parlamento e usar a nomeação de cargos e o apontamento de emendas como moeda de troca, ao contrário do discurso de “nova política” defendido pela gestão de Romeu Zema.
“Mais do que isso, o entendimento do vice-governador é que ele deveria ligar para mim porque sou eu, parlamentar, que tenho cargos e emendas. Ora, a boa e a nova política pregada por esse governo, ao qual o vice-governador faz parte, sabemos que as emendas e a indicação de cargos técnicos vêm para construir um estado mais forte. As emendas e os cargos a que ele se refere são um instrumento de barganha. E aqui minha resposta a ele: respeite o Parlamento mineiro. Aqui não é balcão de troca”, defende.
“Estamos aqui para atuar em favor de um estado que é muito respeitado. A junção de todos os votos aqui é a confiança de um povo mineiro. Quando fala isso, vem para desmerecer a nossa atuação. E isso não podemos aceitar. Continuo como deputada estadual, e ele é candidato ao governo do estado de Minas Gerais. O oportunismo eleitoral não é da minha parte, não sou eu quem tem que subir nas pesquisas. É ele quem tem que subir nas pesquisas”, alfinetou.
Por fim, Lud afirma que houve falta de respeito por parte do vice-governador, e cobrou publicamente um pedido de desculpas de Simões. “A diferença é a falta de respeito, é não valorizar uma vice-líder que sempre atuou na construção do estado de Minas Gerais ao lado do atual governador, Romeu Zema. O que o senhor fez foi me ameaçar, foi se acovardar, infelizmente, em não ter coragem de ter ligado para o meu marido. Como cristã, como mulher de fé, eu rezo para que Deus toque o seu coração, vice-governador. O senhor disse que ainda espera que possa ficar tudo certo, isso começa com o pedido de desculpas. Temos que reconhecer o nosso erro”, finalizou.