Em coletiva, Sóstenes acusa Mesa da Câmara de subserviência ao STF após cassações
Líder do PL diz que decisão ignorou o plenário, fere o regimento interno e anuncia recursos para tentar reverter perda dos mandatos

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quinta feira (18), em coletiva na Câmara dos Deputados que a cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem pela Mesa Diretora representa uma grave afronta ao Parlamento e ao voto popular. Ele disse que a decisão foi tomada sem deliberação do plenário e classificou o episódio como mais um sinal de “subserviência” do Legislativo ao Supremo Tribunal Federal.
Sóstenes também reclamou de não ter sido informado previamente sobre quais membros da Mesa assinariam a decisão e criticou o fato de um deputado indicado pelo próprio PL ter referendado a medida. Segundo ele, a situação revela uma “democracia convalescente” e um cenário de enfraquecimento institucional do Legislativo.
Ao ser questionado sobre o argumento constitucional que permitiria a cassação automática em casos de condenação criminal, o parlamentar afirmou que não há consenso jurídico sobre o tema. O líder do PL afirmou ainda que vê perseguição política contra parlamentares de direita e conservadores, especialmente aqueles com projeção eleitoral. “Há um desespero para evitar um Senado mais conservador em 2027”, declarou. Segundo Sóstenes, o partido seguirá recorrendo e adotando todas as medidas regimentais possíveis para tentar reverter a decisão.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.



