O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (2) que o médico cardiologista Brasil Ramos Caiado passe a atender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dentro da carceragem da Polícia Federal em Brasília. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, após o trânsito em julgado da condenação por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
A autorização atende a um pedido da defesa, que também solicitava a entrada de um fisioterapeuta para acompanhá-lo. Nesse ponto, no entanto, Moraes foi mais restritivo: o atendimento de fisioterapia só poderá ocorrer se houver indicação médica e dependerá de autorização prévia do próprio ministro, além de seguir as regras internas da PF para agendamento.
Na decisão, Moraes explicou que médicos já cadastrados podem visitar Bolsonaro sem necessidade de aviso antecipado, desde que cumpram todas as normas impostas pela Justiça e pela Polícia Federal. O ministro determinou ainda que a PF seja oficialmente comunicada e que os advogados e a Procuradoria-Geral da República sejam notificados.
A defesa afirma que o ex-presidente precisa de acompanhamento contínuo devido ao seu histórico de problemas cardíacos, refluxo, gastroparesia, apneia e outros problemas de saúde.