Derrite diz não achar ‘normal’ que presos possam decidir o futuro do país

PL Antifacção restringe a votação de pessoas privadas de liberdade em eleições municipais e gerais

O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator do PL Antifacção

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) disse à CNN, nesta quarta-feira (25), não achar “normal” que um preso possa decidir o futuro do país por meio do voto. Derrite fazia referência ao PL Antifacção, aprovado no fim da noite de terça-feira (24), na Câmara dos Deputados. O projeto de lei restringe o voto a pessoas privadas de liberdade.

“Eu não conheço alguém que ache normal que alguém que está à margem da sociedade, cometeu um crime e está preso, possa decidir o futuro do país por meio do voto”, afirmou o parlamentar, que foi relator da matéria na Casa Legislativa.

O projeto aprovado pela Câmara reverteu as alterações feitas pelo Senado. O texto final retomou a previsão de corte de auxílio-reclusão destinado a familiares de líderes de facção, além da restrição ao direito de voto de presos envolvidos nessas organizações.

“O que fizemos foi uma questão de trazer moralidade e esperança ao povo brasileiro”, acrescentou.

O projeto segue agora para sanção ou veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

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