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Defesa de Cid pede ao STF extinção de pena e retirada de tornozeleira eletrônica

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi condenado a dois anos de prisão por participação em plano golpista

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Lula Marques/Agência Brasil

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pediu nesta sexta-feira (12) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a extinção da punibilidade do militar e a revogação das medidas cautelares impostas a ele.

O pedido foi feito um dia após a Primeira Turma do STF condenar Cid a dois anos de prisão no processo sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Os advogados também pedem que Cid deixe de usar tornozeleira eletrônica, além do desbloqueio de bens e da devolução de seus passaportes.

Dos réus que foram condenados pelo STF, Cid foi quem teve a menor pena. O tempo de prisão reduzido foi resultado de um acordo de delação premiada firmado pelo militar e homologado pela Suprema Corte.

Segundo Moraes, a colaboração do militar foi importante para a investigação e não houve mentira ou contradição nas informações prestadas por ele. A pena de dois anos para Cid foi aceita de forma unânime pelos ministros da Corte.

O acordo também determinou que os bens e valores apreendidos fossem devolvidos ao militar.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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