O prefeito de Belo Horizonte,
Álvaro Damião (União Brasil), relembrou, nesta terça-feira (8), durante uma agenda na região Nordeste da capital mineira, os ataques ao então prefeito
Fuad Noman (PSD), que disputava a reeleição em 2024. De acordo com ele, Fuad teria ficado “revoltado com a história que inventaram aos quarenta e quatro do segundo tempo, tentando ganhar um jogo que, para eles, já estava perdido”.
Damião se referia às críticas feitas pela chapa adversária — formada pelo deputado
Bruno Engler (PL), que disputava o cargo de prefeito, e por
Coronel Cláudia (PL), candidata a vice-prefeita — sobre o
livro Cobiça, escrito por Fuad em 2020.
Nesta terça-feira, o
Ministério Público (MP) Eleitoral de Minas Gerais apresentou uma denúncia contra Engler, Coronel Cláudia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a deputada estadual Delegada Sheila (PL) pela prática de supostos crimes eleitorais contra Fuad durante o segundo turno, incluindo difamação.
Nikolas teria afirmado que Fuad era autor de um livro “pornográfico” que narrava “o estupro coletivo de uma criança de doze anos”. A
Justiça Eleitoral da 331ª Zona determinou a exclusão do vídeo, mas a ordem foi ignorada por Nikolas, que ainda ironizou a decisão judicial em nova publicação — o que, para o MP, representa um afronte direto à autoridade judiciária.
À imprensa, Damião descreveu o episódio como “uma das partes mais tristes” da campanha eleitoral. “Aquele ali foi um dos ataques mais tristes para ele [Fuad]. Ele ficou muito sentido. Se alguém quer saber se aquilo abalou realmente o Fuad, abalou. Abalou ele, a família e causou revolta”, disse.
Na denúncia apresentada nesta terça, o MP pede que seja fixado um valor mínimo de indenização por danos morais e também a suspensão dos direitos políticos dos denunciados.
A Itatiaia procurou o deputado federal Nikolas Ferreira, os deputados estaduais Bruno Engler e Delegada Sheila, e também a militar Coronel Cláudia, mas, até o momento, não obteve retorno.