O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de sua atuação no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
No documento, Girão solicita a realização de uma análise técnica independente para apurar possíveis conflitos de interesse e eventuais impedimentos que, segundo ele, deveriam afastar o ministro das investigações relacionadas à instituição financeira.
O senador também contesta a decisão de Toffoli que determinou o envio à PGR dos materiais apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero, deflagrada na semana passada.
Inicialmente, o ministro havia ordenado que bens, documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos pela PF fossem lacrados e encaminhados diretamente ao STF.
Após pedidos de reconsideração, Toffoli decidiu enviar o material à PGR para análise. Diante da repercussão negativa da medida, o ministro posteriormente autorizou que a Polícia Federal também tivesse acesso ao conteúdo apreendido.
O senador pede ainda a adoção de medidas cautelares para preservar a integridade das provas, incluindo a imediata transferência do material apreendido para análise técnica pela Polícia Federal. Segundo Girão, a decisão inicial de Toffoli teria restringido o exercício das atribuições constitucionais da PF no caso.
A representação, dirigida ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi protocolada na última quarta-feira (14).
No texto, Girão afirma que “o contexto se torna ainda mais delicado” ao considerar que familiares próximos do ministro e pessoas de seu círculo íntimo manteriam relações comerciais com possíveis envolvidos no escândalo do Banco Master.