A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou duas resoluções determinando o recolhimento imediato de suplementos alimentares, bebidas energéticas e mix instantâneo de frutas fabricados por seis empresas. Segundo o órgão, os produtos apresentaram falhas como ausência de comprovação de qualidade, ingredientes não autorizados, origem desconhecida e divulgação com promessas de efeitos terapêuticos.
Todos os suplementos da empresa Organza Indústria e Comércio LTDA-ME foram suspensos por falta de controle de qualidade e uso de constituintes não permitidos. A Anvisa proibiu a fabricação, venda, distribuição e propaganda dos itens.
Outro caso envolve o suplemento em gotas Insufree, da P2 Brasil LTDA, que teve comercialização e consumo proibidos por origem desconhecida e por ser anunciado como se tivesse efeito medicinal, o que não é permitido para suplementos.
Energéticos e produtos “emagrecedores” também foram barrados
Da empresa Slok Indústria de Bebidas e Alimentos LTDA, os produtos Brasitália Energy Coffee e Benedetto Blueberry Energy Antioxidant foram recolhidos por serem fabricados e divulgados sem regularização sanitária.
Já a empresa Gustavo Teodoro de Almeida Teixeira, conhecida como Deluxe, teve oito suplementos suspensos após relatos de efeitos adversos, como taquicardia e falta de ar. Além disso, os produtos eram divulgados como “emagrecedores”, prática proibida pela legislação.
Extratos sem avaliação e promessas de saúde entram na mira
A Anvisa também proibiu três suplementos da CyclesNutrition por utilizarem extratos vegetais sem avaliação prévia de segurança. Produtos da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral LTDA foram retirados do mercado após propagandas com promessas de reduzir colesterol e controlar níveis de açúcar no sangue.
Entre os itens recolhidos estão versões do Fantastic Oat, nos sabores frutas vermelhas, banana com caramelo e maçã com canela.
A reportagem tenta contato com as empresas citadas.