Alckmin fecha portas para candidatura em São Paulo e sinaliza seguir como vice de Lula

Vice-presidente afirmou que sua preferência é permanecer como vice na chapa de Lula em uma eventual candidatura à reeleição

O vice-presidente Geraldo Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou, em conversas com interlocutores próximos, a possibilidade de disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

A aliados, Alckmin afirmou que sua preferência é permanecer como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual candidatura à reeleição. Segundo relatos, ele também disse que, fora essa hipótese, seu plano seria se afastar da vida política.

“Ou fico na vice ou vou capinar em Pinda”, afirmou, em referência à cidade de Pindamonhangaba (SP), onde iniciou a carreira política como vereador e prefeito na década de 1970.

A expressão é literal. A família do vice-presidente mantém um sítio no município, que Alckmin costuma frequentar. No local, a roçada do mato é uma de suas atividades preferidas, descrita por ele como uma forma de exercício físico, mental e espiritual.

Do ponto de vista político, a declaração fecha as portas para uma eventual candidatura de Alckmin ao governo paulista ou ao Senado. Dentro do PT, essa possibilidade chegou a ser considerada, já que abrir a vaga de vice poderia facilitar a composição da chapa presidencial com outros aliados, como o MDB.

Além disso, o Palácio do Planalto avalia com preocupação o desempenho eleitoral de Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) dispute a reeleição, ele é visto como favorito e pode dificultar a ampliação da votação do presidente no estado. Nesse cenário, a presença de Alckmin na disputa paulista era considerada uma estratégia eleitoral.

Apesar disso, ministros próximos de Lula e dirigentes do PT reconhecem que cabe ao vice-presidente decidir seu futuro político em 2026. Em dezembro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a decisão não cabe ao partido.

“Alckmin será o que ele quiser ser. O vice-presidente Geraldo Alckmin é, na minha avaliação, hoje uma liderança nacional de primeira grandeza no Brasil”, disse.

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