Brasil critica Israel por suspensão de ajuda humanitária em Gaza

Governo israelense suspendue entrada de ajuda na região após desacordo sobre cessar-fogo com o Hamas

Escombros em Gaza após ataques israelenses

O governo brasileiro manifestou preocupação com a decisão de Israel de suspender a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A medida, anunciada após a rejeição pelo Hamas à extensão da primeira fase do cessar-fogo, agrava a situação dos civis e desafia os esforços internacionais por paz, segundo o comunicado.

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Na nota, emitida na noite da última segunda-feira (3), o Ministério das Relações Exteriores usou a palavra ‘deplora’ para classificar a medida por parte do governo de Benjamin Netanyahu e reiterou que, conforme a Corte Internacional de Justiça, Israel tem a obrigação de garantir o acesso irrestrito a serviços básicos e à assistência humanitária para a população de Gaza. “A obstrução deliberada e o uso político da ajuda humanitária constituem grave violação do direito internacional humanitário”, destacou o governo brasileiro.

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No contexto da crise, Israel havia proposto o “plano Witkoff”, que previa a extensão do cessar-fogo até 19 de abril. De acordo com o plano, metade dos reféns seria libertada no primeiro dia, com a liberação dos demais ao término do período, caso se alcançasse um acordo permanente. Contudo, diante da recusa do Hamas, o primeiro-ministro Netanyahu ordenou a interrupção total do ingresso de bens e suprimentos na região no último sábado (1).

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A medida tem provocado críticas severas, não apenas de autoridades internacionais, mas também do próprio Hamas, que classificou a decisão como “uma extorsão barata, um crime de guerra e uma violação flagrante do acordo de cessar-fogo”. O grupo pediu que mediadores internacionais pressionem Israel para reverter a decisão.

Diante desse cenário, o Itamaraty reforçou a necessidade de que todas as partes envolvidas cumpram rigorosamente os termos do acordo de cessar-fogo, ressaltando a urgência na retirada das forças israelenses de Gaza, na libertação de todos os reféns e na implementação de mecanismos que assegurem a entrada de assistência humanitária de forma adequada na região.

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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